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Bispo Samuel Ferreira esclarece reunião com Lula e reforça postura independente

Líder da AD Brás nega militância e diz que busca manter relação institucional com autoridades

Por Caio Rangel • Publicado em 14/11/2025 às 11h20
Bispo Samuel Ferreira - @Reprodução
Bispo Samuel Ferreira - @Reprodução

O Bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus do Brás (AD Brás), voltou a se manifestar após a intensa repercussão causada por seu recente encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião gerou desconforto em setores do meio evangélico e alimentou críticas nas redes sociais, especialmente entre fiéis que viram no gesto uma possível aproximação política.

Diante da polêmica, o bispo fez questão de esclarecer publicamente sua posição. Em participação em sua rádio, Samuel Ferreira negou qualquer vínculo partidário e foi categórico ao rejeitar a narrativa de alinhamento com o PT.

“Não sou petista, não sou lulista. Fui recebido como líder religioso, não como militante político”, afirmou.

A declaração veio em resposta à reação imediata de evangélicos que questionaram a motivação do encontro. Muitos interpretaram o gesto como um endosso político, o que o bispo prontamente desmentiu. Ele destacou que a reunião teve caráter institucional e não representa apoio eleitoral ou ideológico ao governo.

Segundo Samuel, a pauta discutida foi exclusivamente social e relacionada ao trabalho de assistência realizado pela Igreja. Ele ressaltou a necessidade de manter um diálogo respeitoso com autoridades constituídas, sem que isso implique adesão política ou quebra de princípios doutrinários.

“O altar não tem lado político. Nosso compromisso é orar pelas autoridades e defender os valores cristãos”, enfatizou.

A fala reacendeu o debate dentro das igrejas sobre a relação entre fé e política, um tema que costuma dividir opiniões no cenário evangélico. Para muitos, a postura do bispo reforça a defesa da neutralidade e do papel institucional da Igreja; para outros, o simples encontro com o líder petista continua sendo motivo de preocupação.

O episódio colocou novamente em destaque os limites da atuação de líderes religiosos em ambientes políticos e a responsabilidade que carregam ao representar milhões de fiéis em momentos de forte polarização no país.



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