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Otoni de Paula celebra indicação de Jorge Messias ao STF e diz que Corte precisa de equilíbrio

Para o deputado, Messias é “genuinamente evangélico”, mas a oposição promete articular para barrar sua indicação no Senado

Por Caio Rangel • Publicado em 21/11/2025 às 08h08
Otoni de Paula (Reprodução)

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) repercutiu nesta quinta-feira (20) a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar demonstrou entusiasmo com a escolha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou um ponto que, segundo ele, faz toda a diferença: Messias seria um cristão “genuinamente evangélico”, membro há muitos anos de uma Igreja Batista.

Otoni afirmou que a indicação representa um alívio para o segmento conservador, que há tempos reclama do perfil progressista predominante entre os ministros da Corte. Para ele, Messias tende a trazer maior equilíbrio às votações do STF, especialmente em temas ligados a costumes e valores religiosos.

“Messias contempla cristãos — evangélicos, católicos e conservadores — que reconhecem a importância de uma Suprema Corte mais equilibrada”, declarou o deputado. Ele ainda atribuiu a recente sequência de derrotas da agenda conservadora no STF à composição atual, que, segundo suas palavras, é majoritariamente progressista.

O parlamentar encerrou a gravação desejando bênçãos ao indicado de Lula e afirmou que estará orando por sua vida. O nome de Messias, no entanto, ainda precisará passar pela sabatina e aprovação do Senado.

Enquanto Otoni celebrou, outros parlamentares da direita reagiram de forma oposta. O líder do PL na Câmara, Sostenes Cavalcante, também pastor evangélico, classificou Messias como “prevaricador”. Para Sostenes, o fato de o indicado ser evangélico não ameniza o que ele considera um gesto estratégico do governo.

O deputado afirmou que a oposição buscará articular com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tentar barrar a nomeação. “Nada contra o candidato, mas tudo contra o descondenado”, disse, em referência ao presidente Lula. Ele ainda previu desgaste político caso o governo não consiga aprovar seu indicado — lembrando que faltam apenas dez meses para a eleição presidencial.

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