BRASÍLIA (DF) — O advogado-geral da União e indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, participou na noite desta terça-feira (2) de um jantar em Brasília. O encontro reuniu ministros do STF, senadores evangélicos e importantes lideranças religiosas. A reunião ocorreu após negociações e teve como objetivo ampliar o diálogo de Messias e reduzir a resistência ao seu nome no Senado Federal.
O evento foi organizado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que articulou um espaço para que Messias pudesse conversar individualmente com parlamentares considerados cruciais para a aprovação de seu nome, sobretudo os de grupos conservadores.
Diálogo para desfazer resistências
Aliados de Jorge Messias avaliaram que o adiamento da sabatina, que estava prevista para 10 de dezembro e ainda não tem nova data, deu “fôlego” para o indicado circular entre evangélicos e tentar desfazer ruídos, em especial as críticas ligadas à atuação da AGU em temas sensíveis.
O jantar contou com a presença dos ministros do STF André Mendonça e Cristiano Zanin, do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, além de diversos senadores e deputados de diferentes legendas. Estavam presentes os senadores Carlos Viana, Mecias de Jesus, Jaques Wagner, Weverton Rocha, Eliziane Gama, Zequinha Marinho, Eudócia Caldas e Laércio Oliveira.
Entre as lideranças religiosas e evangélicas, marcaram presença os deputados Otoni de Paula e Marcos Pereira, e os pastores Robson Rodovalho e Sérgio Carazza.
Clima mais favorável, mas divergências persistem
Parlamentares presentes descreveram o encontro com Jorge Messias como de “tom leve”, mas consideraram a reunião útil para aproximar o indicado de setores que se mostravam refratários ao seu nome nas últimas semanas.
O deputado Otoni de Paula afirmou que o adiamento da sabatina é positivo, pois dá tempo a Messias para “conversar e esclarecer posições”. A percepção entre os participantes é de que o clima político ficou mais favorável, embora as divergências sobre temas sensíveis à bancada evangélica, como a pauta do aborto, ainda persistam. Alguns senadores acreditam que a sabatina pode ocorrer ainda na segunda quinzena de dezembro.