GUARULHOS (SP) —O cantor Luciano Camargo, conhecido por sua trajetória na música sertaneja ao lado do irmão Zezé Di Camargo, segue consolidando seu espaço no cenário gospel. No entanto, sua decisão de manter a carreira dupla tem levantado um debate entre os membros da comunidade evangélica mais conservadora.
Muitos cobram que o artista, que há anos se diz evangélico, encerre de vez a sua carreira na música secular para seguir seu chamado.
Apoio de peso de Marco Feliciano
No último fim de semana, durante o evento Celebrai Gru, em Guarulhos–SP, o cantor ganhou um apoio de peso. Ele se encontrou com o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL-SP), que defendeu a decisão de Luciano.
Feliciano afirmou nos bastidores do evento que cantar sobre “o amor, família e valores humanos não é pecado”, em interação direta com Luciano Camargo.
O pastor e deputado ainda elogiou o talento do cantor e ressaltou a importância da música como expressão de afeto.
As três fontes de inspiração
Segundo Marco Feliciano, a música pode ter três fontes de inspiração: divina, humana e satânica. Para ele, a música só não é válida quando sua fonte de inspiração é satânica.
O apoio do deputado federal, uma voz influente na ala conservadora do meio evangélico, acontece em um momento crucial. O sertanejo tem ganhado espaço na música gospel, cantando em eventos e igrejas, mas segue enfrentando o dilema da divisão de carreiras.
Na publicação, alguns internautas defenderam o apoio de Feliciano, enquanto outros criticaram duramente o incentivo ao cantor em permanecer cantando na igreja e no secular.
“O que adianta ele cantar na igreja fingindo ser crente e nos finais de semana cantar no mundo? E ainda chamar palavrão no show? No final do ano, agora, estará em Macapá fazendo o show da virada aqui junto com o Zezé e a Annita! Onde fica a Santidade?” questionou um internauta.
“Não é mesmo! Mas vocês não estão preparados para isso,” defendeu outro.
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