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Montar árvore de Natal é pecado? Rodrigo Silva desmistifica origem pagã

Pastor explicou que o símbolo natalino foi popularizado durante a Reforma Protestante e que a polêmica sobre rituais antigos é "crendice"

Por Caio Rangel • Publicado em 09/12/2025 às 11h14
Parlamentar discursando em plenário, gesticulando com o dedo levantado enquanto fala ao microfone, com bandeira nacional ao fundo.
Parlamentar discursa no plenário durante sessão oficial. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) —O pastor, teólogo e filósofo Rodrigo Silva abordou uma questão frequente entre os fiéis no período de fim de ano: a montagem da árvore de Natal em residências é considerada pecado?

Em interação com seu público, o estudioso refutou a alegação de que a árvore de Natal teria uma origem exclusivamente pagã, classificando as histórias de rituais e sacrifícios antigos como meros “mitos e lendas sem fundamento histórico”.

A conexão cristã e a Reforma
Rodrigo Silva detalhou que a árvore de Natal moderna remonta à Idade Média, quando a Igreja Católica a utilizava para representar a Árvore da Vida descrita no Jardim do Éden.

Ele enfatizou que o costume foi, na verdade, amplamente difundido pelos próprios protestantes no século XVI, durante a Reforma, o que fortalece sua conexão com as tradições cristãs.

O perigo de abandonar costumes
O pastor ainda argumentou contra a ideia de que os cristãos deveriam rejeitar qualquer prática que tivesse alguma remota influência pagã em sua história.

“Se formos abandonar tudo que teve origem pagã, não poderíamos celebrar aniversário, usar gravata ou até ir à farmácia”, citou, usando exemplos cotidianos.

Ele concluiu que o essencial não é o adorno, mas o propósito da festa.

“Monte a sua árvore, mas não faça dela o centro da festa. O centro do Natal é proclamar o nascimento de Jesus”, orientou.

Assista:

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