Brasil

André Mendonça anuncia que doará 100% dos lucros de sua empresa para igreja e caridade

Ministro do STF e pastor decide que participação nos resultados de seu instituto será dividida entre dízimo e investimentos em educação

Por Caio Rangel • Publicado em 19/02/2026 às 09h48
Ministro André Mendonça discursa segurando microfone, usando terno escuro e gravata, durante evento em ambiente fechado.
André Mendonça durante discurso em evento público.

SÃO PAULO (SP) — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e pastor, André Mendonça, revelou um movimento de desprendimento financeiro que chamou a atenção do meio jurídico e religioso.

Em anúncio realizado durante culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, Mendonça afirmou que não receberá lucros ou dividendos de sua empresa, o Instituto Iter, destinando integralmente os valores para causas sociais e eclesiásticas.

Mendonça afirma que a decisão foi tomada em conjunto com sua esposa, Janey, e conta com o apoio dos filhos. O ministro sinaliza que, embora receba por suas aulas no instituto, abriu mão de qualquer participação nos lucros finais da operação.

Ele escreve que a motivação veio de uma reflexão sobre a vida de Abraão, que onde montava sua tenda, também erguia um altar de adoração. “Tudo que vier de lucro, vou separar 10% para o dízimo e 90% para obras sociais e educação”, declarou.

O ministro afirma que o Instituto Iter, voltado para cursos na área jurídica, terá sua rentabilidade voltada para a “consagração”.

Mendonça contou que a prioridade será o investimento em educação, área que considera fundamental para o desenvolvimento do país. Ele ressalta de forma enfática que “nada será tomado para mim”, reafirmando que sua subsistência provém de seu trabalho e não do acúmulo de dividendos empresariais.

A divulgação demostra uma tentativa de alinhar sua atuação profissional e empresarial com seus valores pastorais. Mendonça afirma que a decisão de tornar o anúncio público visa dar transparência ao destino dos recursos da empresa.

Internautas e membros da comunidade presbiteriana destacam que a atitude afirma a postura ética do ministro, enquanto setores da política escrevem que o gesto reforça sua imagem de “terrivelmente evangélico” focado na filantropia.

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