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Cantor PG critica músicas gospel feitas por IA: “Perfeitas e sem vida”

Ex-vocalista do Oficina G3 disse que a substituição do talento humano por algoritmos e a busca por lucro e visualizações está destruindo a singularidade dos artistas

Por Caio Rangel • Publicado em 12/01/2026 às 08h38
Cantor PG tocando violão e cantando com expressão de alegria durante apresentação ao vivo em show gospel.
Cantor PG se apresenta ao vivo com violão em show gospel, celebrando sua trajetória na música cristã. (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO (SP) — O cantor PG, ex-vocalista da banda Oficina G3, utilizou suas redes sociais para fazer um alerta contundente sobre o avanço da inteligência artificial (IA) na música gospel. O artista sinaliza que a tecnologia está sendo usada de forma “irresponsável” para substituir a essência humana no processo criativo.

“Perfeito e sem vida”

PG relata que recebeu um link de uma música produzida inteiramente por IA e identificou imediatamente a falta de identidade. Segundo o cantor, a perfeição matemática das máquinas entrega o que não é humano. “A voz processada de AI é muito igual a todas as outras. A gente que canta a vida inteira conhece uma voz de verdade”, afirma o músico.

O cantor dispara críticas aos que utilizam a ferramenta para lucrar sem esforço criativo. Ele utilizou termos fortes para descrever quem deixa o computador realizar todo o trabalho. “Ser irresponsável é ser vagabundo para fazer o IA criar tudo para você e depois falar: nossa, fiz uma baita música. Você não fez nada”, escreve PG.

O fim da arte e o consumo

Para o artista, a tecnologia deveria ser um recurso de apoio, como foi o 3D no passado, e não um substituto para o talento. Ele sinaliza que o foco atual do mercado está no dinheiro e na economia de tempo, ignorando o valor da arte. “Ninguém liga para a arte mais. O importante é o consumo e o dinheiro”, lamenta o cantor.

A discussão levantada por PG ocorre em um momento global de regulação da IA. Em 2026, grandes plataformas como YouTube e Spotify enfrentam pressões de sindicatos de músicos e leis de direitos autorais que exigem a sinalização de conteúdos gerados por máquinas. No cenário gospel brasileiro, a automação de louvores atende a um mercado de “canais de massa” que buscam monetização rápida, desafiando a teologia da adoração que pressupõe uma experiência



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