O cantor gospel Thalles Roberto voltou ao centro das discussões no meio evangélico após fãs relembrarem a crise que marcou sua carreira em 2015.
O artista, que vivia o auge da popularidade depois do sucesso do álbum Na Sala do Pai, acabou protagonizando uma das maiores polêmicas da música gospel brasileira.
Segundo vídeos que viralizaram na época, Thalles afirmou durante um evento da Conferência Global, em Brasília, que seria “melhor” que outros cantores gospel e criticou o nível artístico do segmento. A declaração gerou forte reação negativa nas redes sociais e abriu uma onda de críticas que afetou diretamente sua carreira.
A queda — Após a repercussão, o cantor tentou se retratar em diferentes entrevistas e vídeos publicados nas redes. Parte do público, porém, considerou os pedidos de desculpas contraditórios. A partir daquele momento, Thalles viu sua agenda diminuir drasticamente e deixou de repetir o impacto comercial dos projetos anteriores.
A revelação dos bastidores — Anos depois, integrantes da antiga banda do cantor trouxeram uma nova versão sobre o episódio. Em participação em podcast, o ex-baterista Alexandre Aposan afirmou que Thalles já comentava nos bastidores sobre “sacrificar” o próprio sucesso.
Segundo o músico, o cantor repetia discursos polêmicos durante apresentações até que o vídeo finalmente viralizou. “Ele falou: ‘vou sacrificar’”, declarou Aposan ao recordar o momento.
O baterista também afirmou que, após a repercussão negativa, shows começaram a ser cancelados em sequência. De acordo com ele, a equipe chegou a perder praticamente toda a agenda que estava fechada para os meses seguintes.
Os sete anos — Conforme o relato do ex-integrante, Thalles teria afirmado aos músicos que passaria cerca de sete anos longe da grande mídia e depois retornaria com força ao cenário gospel.
Nos últimos anos, o cantor voltou a ganhar espaço nas redes sociais, em podcasts e em eventos cristãos, reacendendo debates sobre queda, cancelamento, propósito e reconstrução de imagem dentro da música gospel brasileira.
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