Cantor

Conservador de direita, Rodolfo Abrantes faz apelo pela amizade e contra o ódio político

Líder do Rodox afirma que é possível manter vínculos apesar de divergências e foca em levar mensagem cristã para o público

Por Caio Rangel • Publicado em 20/04/2026 às 09h29
Rodolfo Abrantes em retrato posado, com mãos unidas e expressão séria.
Rodolfo Abrantes em ensaio fotográfico com postura séria. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO, SP — O cantor Rodolfo Abrantes, que recentemente retomou as atividades com sua icônica banda Rodox, decidiu usar sua visibilidade para tocar em uma ferida aberta da sociedade brasileira: a polarização política.

Em um desabafo sincero, o vocalista questionou a lógica de romper laços afetivos por conta de figuras públicas e defendeu um ambiente de tolerância e “coração aberto” nos shows do grupo.

Amizade acima da Ideologia

Para Rodolfo, o momento político atual tem levado as pessoas a tomarem decisões “burras” em relação às suas conexões pessoais. “É muito difícil você construir uma amizade verdadeira. Por causa de um político corrupto eu vou perder o amigo que eu demorei uma vida pra ter?”, provocou o cantor.

Ele espera que o retorno do Rodox sirva como exemplo de que é possível conviver e criar algo relevante ao lado de pessoas que possuem pensamentos divergentes.

Da Igreja para a “Língua da Rua”

Após mais de duas décadas focado no ministério itinerante dentro das denominações cristãs, Rodolfo enxerga o Rodox como uma expansão missionária traduzida para o contexto secular. “Cantar para a igreja eu já passei 20 e poucos anos. Agora a mensagem está traduzida na língua da rua”, afirmou.

O objetivo é tocar o coração do maior número de pessoas, independentemente de sua inclinação política ou fé, buscando um público heterogêneo e sem barreiras.

A declaração de Rodolfo ocorre em um período em que a pressão eleitoral costuma tensionar as relações familiares e eclesiásticas.

O posicionamento do artista acende uma reflexão necessária para muitos cristãos que se sentem perseguidos ou excluídos de suas comunidades devido a visões políticas distintas. Para Rodolfo, o palco do Rodox deve ser um território neutro de reconciliação humana através do rock.

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