SÃO PAULO (SP)— O cantor gospel Davi Sacer, voz histórica de ministérios como Toque no Altar e Trazendo a Arca, oficializou sua entrada definitiva no cenário político nacional.
Nesta semana, Sacer anunciou sua pré-candidatura a deputado federal pelo Progressistas (PP) em São Paulo, transformando seu embate jurídico com o Supremo Tribunal Federal (STF) em pilar central de sua plataforma eleitoral para 2026.
O Embate com o STF e o Bloqueio Digital
A trajetória política de Sacer ganhou tração após novembro de 2022, quando seu perfil no X (antigo Twitter) foi suspenso por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
O bloqueio ocorreu após o artista compartilhar informações sobre a localização de ministros da Corte durante um evento em Nova York, o que foi interpretado pelo Judiciário como incitação a manifestações hostis. “É sobre servir nesses espaços onde nossos valores estão sendo pressionados”, declarou o cantor em vídeo oficial.
Bandeiras: Família, Fé e Liberdade
Davi Sacer chega ao PP com um discurso fortemente conservador. Além da defesa da “família tradicional” e da “comunhão com Cristo”, o pré-candidato pretende ser o porta-voz do combate ao que chama de “censura judicial”.
Sua campanha deve focar na criação de mecanismos que protejam a liberdade de expressão de líderes religiosos e cidadãos comuns nas redes sociais, pauta que o uniu a outras lideranças da direita paulista.
Embora a pré-candidatura ainda precise passar pelas convenções partidárias em julho, Sacer já movimenta os bastidores evangélicos de São Paulo, buscando apoio em grandes denominações.
Em abril de 2026, sua candidatura é vista como estratégica para o PP, que tenta absorver o eleitorado órfão de vozes mais radicais que foram cassadas ou permanecem inelegíveis.
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