SÃO PAULO (SP) — O cenário da música cristã brasileira voltou a ser palco de intensas polêmicas nas redes sociais.
O influenciador digital Diego Oliver publicou um vídeo no qual faz sérias acusações contra o veterano do rap gospel Pregador Luo, alegando que o artista estaria introduzindo elementos e adereços associados a religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, em suas apresentações ao vivo.
As acusações, os instrumentos e o colar controversos
Na gravação compartilhada em suas plataformas, Oliver analisa trechos de um show de Pregador Luo, destacando a introdução de instrumentos de percussão — incluindo um solo executado durante a faixa “Libéria” — e apontando o uso de acessórios visuais pelo cantor, especificamente um colar de contas com múltiplos fios e pingentes semelhantes aos observados em guias tradicionais.
“Pregador Luo tá tocando uma macumba nos seus shows. Sim, está, Pregador Luo. Ele está trazendo adereços do candomblé para dentro do seu show. Sim, está. Pregador Luo está comungando com o Coletivo Candeeiro? Sim, está. O que mais me indigna é isso. É um cara que se diz cristão colocar a guia de um demônio no pescoço. Jesus Cristo”, disparou Diego Oliver no material veiculado.
Repercussão e debates sobre cultura e liturgia
As declarações geraram forte divisão de opiniões entre internautas, seguidores e defensores da cultura gospel. Enquanto críticos de viés mais conservador endossam o alerta sobre a mistura de elementos litúrgicos e rituais, historiadores e entusiastas da arte ponderam que a fusão de matrizes percussivas afro-brasileiras e símbolos de ancestralidade na música urbana representam manifestações de identidade cultural e liberdade estética, e não necessariamente práticas religiosas dogmáticas.
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