Cantor

Samuel Eleotério chora em desabafo: “Por que meu ritmo não pode ser santo?”

Conhecido pela mistura de corinhos com pagodão, cantor revela que críticas quase o fizeram desistir da carreira

Por Caio Rangel • Publicado em 13/05/2026 às 11h10
Samuel Eleotério sorri durante participação em programa de televisão usando óculos escuros.
Samuel Eleotério durante participação em programa de televisão. (Foto: Reprodução)

O cantor Samuel Eleotério, expoente do “pagodão gospel” e da pisadinha pentecostal, surpreendeu seus seguidores nesta quarta-feira (13) ao publicar um vídeo onde aparece visivelmente emocionado.

Em um relato marcado pela honestidade, o artista confessou que a pressão estética e teológica sobre seu estilo musical o levou a um estado de profunda contradição, fazendo-o cogitar o abandono definitivo dos palcos e das gravações.

O Dilema da Alegria no Altar

Samuel, que popularizou a fusão dos tradicionais “corinhos de fogo” com ritmos populares, revelou que as críticas constantes sobre a “reverência” de sua música abalaram sua saúde emocional. “Eu via outras pessoas cantando coisas diferentes e achava que elas estavam certas. Mas por que eu não posso ser alegre?”, questionou o cantor entre lágrimas.

Ele destacou que a posição de destaque no meio gospel exige silêncios forçados e uma resistência que o público, muitas vezes, não percebe.

Nova Fase com a Universal Music

Apesar da crise, o vídeo trouxe uma notícia de superação: Samuel Eleotério é o novo contratado da Universal Music. A assinatura com a multinacional marca o início de uma fase onde o artista pretende reafirmar sua identidade musical sem medo de julgamentos.

O primeiro fruto desta parceria é o single “Eu Vou Abrir o Mar”, composição que reflete seu próprio processo de atravessar o período de incertezas e críticas severas do ambiente evangélico.

O desabafo de Samuel Eleotério levanta um debate necessário sobre a liberdade artística dentro do segmento cristão. Enquanto o mercado fonográfico abraça a diversidade de ritmos, parte da igreja ainda resiste à “brasilidade” na adoração.

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