RIO DE JANEIRO (RJ) — O cantor e compositor Sérgio Lopes utilizou suas plataformas digitais para publicar um vídeo de orientação e alerta às lideranças evangélicas sobre o que classificou como “infiltração de inimigos” nos templos religiosos.
O artista fundamentou sua reflexão em um caso recente no qual uma pessoa com deficiência (PCD) e usuária de cadeira de rodas acionou judicialmente uma congregação após o pastor pedir para a assembleia ficar de pé durante o culto.
Orientação homilética e risco de litígios judiciais
No vídeo veiculado, o autor de clássicos da música cristã sustentou que a exposição pública dos cultos exige atenção redobrada das equipes pastorais para evitar litígios com fins de desgaste institucional.
“Nesses tempos em que a Igreja está sendo tão perseguida, nós não podemos ser tão ingênuos […] O sujeito está dentro da igreja […] O pastor manda a igreja ficar de pé e ele não pode ficar de pé porque é cadeirante. Então ele vai e processa a igreja”, pontuou.
Diante do cenário, Sérgio Lopes orientou que os pregadores observem o público presente antes de emitirem comandos coletivos na liturgia. “Se forem cadeirantes que nunca estiveram na igreja antes […] que os pastores tenham cautela antes de mandar a igreja ficar de pé. Por precaução”, recomendou o músico.
As declarações de Sérgio Lopes geraram opiniões divididas entre internautas, pastores e juristas. Enquanto um segmento concordou com a necessidade de resguardo jurídico frente a potenciais ações operadas por oportunismo, grupos focados em acessibilidade e inclusão eclesial ressaltaram que a sensibilidade litúrgica e o acolhimento a pessoas com mobilidade reduzida devem ser integrados naturalmente à rotina dos ministérios.
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