A Zion Church informou que o pastor Lucas Hayashi foi desligado de todas as funções e teve a ordenação pastoral revogada após confessar “adultério e imoralidade sexual”.
A confissão, de acordo com a nota oficial, ocorreu depois de confronto feito pela liderança da igreja, presidida por Teófilo (Teo) Hayashi. A denominação afirma ainda que não houve crime ou ilícito civil, tratando-se de violação de padrões morais e bíblicos. Após a repercussão, os perfis de Lucas e de sua esposa, Jackeline, saíram do ar nas redes sociais.
No comunicado, a Zion resume o ponto central do caso: “Após ser confrontado por sua liderança, ele confessou a prática do pecado de adultério e imoralidade sexual, o que (…) o desqualifica para o exercício do ministério pastoral”. A igreja diz ter formalizado a revogação da ordenação e que o pastor “não integra mais o quadro de pastores e líderes” da denominação.
A Zion afirma ter agido “em compromisso com a verdade, a integridade e a transparência ministerial” e cita 1 Timóteo 3:1-2 e Tito 1:6-7 como base bíblica para a desqualificação de líderes envolvidos em condutas morais incompatíveis com o ministério. O texto reforça: “Importante esclarecer que os fatos confessados não configuram crime ou ilícito civil, tratando-se exclusivamente de questões morais contrárias aos princípios bíblicos e éticos que norteiam a fé cristã”.
A denominação declara que oferece apoio à pastora Jackeline e aos filhos e pede que a comunidade ore pela família. O comunicado encerra com 1 Pedro 5:10, em referência a um processo de restauração e cura.
Como foi tomada a decisão
No aspecto institucional, Teo Hayashi é o presidente do ministério e, segundo a nota, conduziu a deliberação com a diretoria. A decisão abrange dois pontos: desligamento imediato de funções pastorais e de liderança e revogação da ordenação. Com isso, Lucas fica afastado de púlpito, sem atribuições administrativas e sem representatividade na estrutura da Zion.
A igreja não detalha etapas futuras, mas indica que o caso permanece na esfera eclesiástica. Ao delimitar que não há investigação criminal, a Zion busca distinguir o episódio como quebra de padrão moral interno, a ser tratado com disciplina e acompanhamento pastoral.