NOVA YORK (EUA) — O Brasil demonstra uma mudança profunda em seu eixo cultural e econômico, e o mundo começou a notar.
Em reportagem especial publicada neste mês, a Bloomberg News afirma que a música gospel brasileira deixou de ser um nicho religioso para se tornar uma das engrenagens mais poderosas do mercado fonográfico global, ocupando espaços que antes pertenciam exclusivamente ao samba e à bossa nova.
A Bloomberg revela que o crescimento é impulsionado pela “Gen Zesus”, termo que descreve jovens da Geração Z que veem no ambiente eclesiástico um refúgio de identidade e segurança.
Pesquisas da agência Artplan afirmam que 47% dos jovens religiosos no país já se declaram evangélicos. Esse exército digital escreve recordes impressionantes: a música “Eu Sou Teu Pai”, de Valesca Mayssa, sinaliza o poder do gênero ao se tornar a mais ouvida do YouTube Brasil em 2024, superando todos os hits seculares.
O impacto financeiro afirma-se em números vultosos. Especialistas afirmam que o gospel já representa cerca de 20% de um mercado avaliado em US$ 500 milhões.
A Bloomberg escreve que o Brasil, ocupando a nona posição no ranking mundial da música, utiliza o gospel como sua principal ferramenta de exportação cultural e influência política interna, ocupando palcos de grandes rodeios, anfiteatros e até o réveillon de Copacabana.
A reportagem mostra que até o Carnaval está sendo “ressignificado”. Enquanto a folia tradicional ocupa as ruas, igrejas evangélicas afirmam seu espaço com celebrações que misturam pop e gospel sem o consumo de álcool.
O avanço do gênero destaca que o “poder evangélico” não está apenas nas urnas, mas nos fones de ouvido de uma população que troca, cada vez mais, as letras populares por mensagens de fé e esperança.
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