RIO DE JANEIRO (RJ) — A escola de samba Acadêmicos de Niterói gerou uma forte onda de indignação no meio cristão após seu desfile na Marquês de Sapucaí, na noite de domingo, 15/02/2026.
A agremiação, que apresentou um enredo exaltando a trajetória do presidente Lula, incluiu uma ala onde componentes desfilavam dentro de estruturas que simulavam latas de conserva rotuladas como “evangélicos”.
A representação visual utilizou o adereço como uma sátira direta ao termo “conservador”.
Nas embalagens cenográficas, era possível ler inscrições como “Evangélico de Conserva” e “Crente Conservador”, além de rótulos pejorativos fixados nas fantasias, como “Suco de Ódio” e “Falso Moralista”.
Segundo carnavalescos da escola, a intenção era criticar o que definem como um “aprisionamento ideológico” de setores da sociedade.
Para a agremiação, a metáfora da lata sugere que grupos religiosos estariam “presos” em conceitos retrógrados, integrando o setor do desfile denominado como “O Tempo da Intolerância”.
Qual foi a reação das lideranças cristãs ao desfile?
A Frente Parlamentar Evangélica e associações de juristas cristãos classificaram o ato como um desrespeito grave à liberdade religiosa.
Lideranças afirmam que a encenação configura “cristofobia” ao desumanizar e rotular milhões de fiéis brasileiros como mercadoria descartável em uma prateleira política.
O episódio somou-se a outras polêmicas da mesma noite, como a alegoria que retratou o ex-presidente Jair Bolsonaro como um palhaço atrás das grades.
O caso provocou uma resposta imediata de Michelle Bolsonaro, que rebateu a sátira ao relembrar fatos do passado judicial brasileiro.
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