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Agustin Fernandez critica Lagoinha de Alphaville e declara: “estou orando para fechar”

Influenciador apontou ausência de confronto bíblico em culto,e citou controvérsias financeiras e eclesiásticas

Por Caio Rangel • Publicado em 04/09/2026 às 08h49
Influenciador cristão durante entrevista em programa de rádio, usando óculos e camisa estampada, em ambiente de comunicação
Influenciador cristão participa de entrevista e comenta temas ligados à fé e ao meio gospel. Foto: Reprodução

SÃO PAULO (SP) — O maquiador e influenciador digital Agustin Fernandez veiculou um extenso desabafo em suas redes sociais para relatar sua experiência pessoal em uma visita recente à Igreja Batista da Lagoinha de Alphaville, em São Paulo.

Conhecido publicamente por sua proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e por abordagens sobre sua leitura da fé cristã, o influenciador afirmou estar “orando a Deus para fechar” a unidade e fez duras críticas ao modelo de culto e às condutas de lideranças associadas à denominação.

Críticas ao formato do culto e conteúdo homilético

No vídeo, Fernandez descreveu o ambiente da congregação como equivalente a uma “casa de shows” e classificou a pregação presenciada como destituída de fundamentação bíblica.

O influenciador relatou que o preletor abordou temas cotidianos e experiências pessoais sem promover o confronto doutrinário ou o tradicional apelo de conversão aos fiéis. “O pastor subiu no púlpito sem Bíblia […] A pregação foi sobre um sonho que ele teve […] Foi um culto sem Bíblia, sem a Palavra de Deus, sem apelo”, declarou.

Agustin também resgatou declarações antigas do pastor André Valadão sobre a presença de homossexuais na Lagoinha e o histórico da ordenação de Guilherme de Pádua na denominação, afirmando que esses episódios haviam alimentado seu afastamento prévio da igreja antes de tentar ressignificar a experiência em Alphaville.

Controvérsias financeiras, princípio da honra e repercussão em 2026

Ao abordar os motivos do desabafo, o maquiador sustentou que a exposição de escândalos — envolvendo litígios judiciais entre integrantes da família fundadora, acusações de inadimplência com locatários e prestadores de serviço e menções a investigações financeiras — prejudica a evangelização de não cristãos.

“Esse lugar não tem honra. Eu não consigo nem chamar de igreja […] Não tem honra com os irmãos, não tem honra com o locatário e não tem honra com a oferta das pessoas”, afirmou, citando contudo os ministérios dos pastores Helena Tannure e Lucinho Barreto como referências de seriedade.

As declarações de Agustin Fernandez geraram forte polarização no ambiente digital, dividindo opiniões entre membros da denominação e críticos do modelo de gestão neopentecostal.

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