BRASIL — A confirmação internacional da morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, após um ataque coordenado, extrapolou o debate geopolítico e passou a alimentar interpretações religiosas nas redes sociais brasileiras.
Uma das manifestações que mais repercutiram partiu da influenciadora evangélica Anábia Apocalipse, que questionou publicamente a veracidade das informações oficiais.
Em vídeo publicado no Instagram, Anábia sustenta que Khamenei não teria morrido por, em sua leitura escatológica, ocupar o papel do “Anticristo”. Para embasar a tese, ela recorre a passagens do livro bíblico do Apocalipse, afirmando que o episódio se encaixaria na profecia da “chaga mortal” que é ferida, mas posteriormente curada.
A influenciadora, que declara não possuir formação teológica, argumenta que a morte definitiva do Anticristo só ocorreria com o retorno de Jesus.
Dessa forma, segundo sua interpretação, o falecimento do líder iraniano neste momento histórico seria impossível. Em tom alarmista, ela afirma que o anúncio da morte serviria como estratégia de desinformação para reduzir a vigilância internacional.
No vídeo, Anábia vai além e sugere que o corpo de Khamenei estaria sendo preservado para uma suposta manifestação direta de Satanás, o que, segundo ela, prepararia o cenário para um ataque surpresa contra Israel e os Estados Unidos, inclusive com o uso de armamento nuclear. As declarações não têm respaldo em análises oficiais ou fontes especializadas.
Com aproximadamente 200 mil seguidores, Anábia Apocalipse mantém um perfil focado em escatologia cristã, combinando interpretações bíblicas com teorias conspiratórias sobre política internacional. Ela pede que o público “aguarde alguns dias” para a revelação do que chama de verdade profética.
Ao compartilhar também aspectos pessoais, como o diagnóstico de TDAH e autismo, a influenciadora atrai um público que busca explicações religiosas para crises globais, ampliando o alcance de narrativas apocalípticas no ambiente digital.