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Anitta defende convivência religiosa após polêmica com pregações em seus Ensaios

Artista destaca que compreender a fé do outro ajuda a combater o preconceito e a intolerância religiosa

Por Caio Rangel • Publicado em 10/02/2026 às 08h27
Anitta usando figurino artístico com chifres e asas estilizadas durante ensaio fotográfico conceitual de estética sombria.
Anitta aparece em ensaio fotográfico com figurino conceitual de inspiração artística e estética sombria. (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO (RJ) — A cantora Anitta adotou um tom de conciliação ao comentar a controvérsia envolvendo manifestações religiosas realizadas durante seus eventos conhecidos como “Ensaios”.

Após a repercussão, a artista afirmou não nutrir qualquer tipo de rejeição a grupos religiosos e ressaltou que sua própria trajetória inclui vivências no ambiente cristão, especialmente em corais de igreja.

Espiritualidade diversa e diálogo

Ao abordar o tema, Anitta destacou que sua relação com a fé não é exclusiva nem limitada a uma única tradição. Segundo a cantora, sua casa simboliza essa pluralidade: ali convivem a Bíblia, Salmos, imagens de anjos e elementos ligados às religiões de matriz africana.

A artista afirmou que essa diversidade também se reflete em sua rotina musical e espiritual, marcada por diferentes expressões de crença.

A funkeira reforçou que, embora siga publicamente o Candomblé, reconhece o valor de outras tradições religiosas e acredita que a convivência exige escuta mútua. Para ela, participar de espaços públicos e festivos pressupõe abertura para o contato com visões distintas do sagrado, sem tentativa de silenciamento ou imposição.

Respeito como princípio coletivo

Anitta avaliou que eventos de grande porte, como os que antecedem o Carnaval, são naturalmente plurais e reúnem pessoas de múltiplas origens culturais e religiosas.

Nesse contexto, a artista defendeu que o respeito deve prevalecer como regra básica de convivência, evitando conflitos motivados por intolerância ou desconhecimento.

Em sua reflexão, a cantora apontou que compreender a fé do outro é uma ferramenta essencial no combate ao preconceito religioso. Para ela, o diálogo não significa concordância, mas disposição para coexistir em ambientes diversos, preservando a liberdade individual e a dignidade de todas as crenças.

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