SALVADOR (BA) — O circuito Dodô (Barra-Ondina) foi palco de um novo capítulo na controvérsia religiosa que envolve a cantora Claudia Leitte.
Neste domingo (15), o cantor e produtor Carlinhos Brown prestou seu apoio irredutível à artista, utilizando sua participação no bloco “Largadinho” para pedir que ela ignore as críticas sobre a manifestação de sua fé durante a folia momesca.
“Todos os lugares têm que falar de Deus”
Carlinhos Brown afirma que Claudia Leitte é um fenômeno da música mundial e que as restrições ao uso de termos religiosos no Carnaval são descabidas.
O artista disse que o nome de Jesus deve ser proclamado em todos os espaços, reagindo diretamente ao clima de vigilância que cerca a cantora desde a alteração da letra do hit “Caranguejo”. “Não ligue para aqueles que dizem que você não pode falar de Deus”, afirmou Brown sob aplausos dos foliões.
A defesa mostra uma resposta à ação civil pública movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em dezembro de 2025.
O órgão afirma que a substituição de “Iemanjá” por “Yeshua” em uma apresentação de 2024 configura discriminação religiosa. O processo sinaliza um pedido de condenação com indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo, além de medidas para coibir o que o MP classifica como condutas discriminatórias contra religiões de matriz africana.
Histórico de defesa
Esta não é a primeira vez que Brown sinaliza proteção à amiga. O artista afirma publicamente que Claudia Leitte não possui viés racista e disse que a liberdade de culto deve ser respeitada em sua plenitude.
Enquanto a Justiça baiana analisa o pedido de indenização milionária, a cena no trio afirma a consolidação de um bloco de apoio artístico que tenta separar a convicção individual da cantora de uma suposta prática de exclusão religiosa.
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