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Carlinhos Brown defende Claudia Leitte e diz que Jesus pode ser anunciado no Carnaval

Brown defendeu a cantora em Salvador sobre a polêmica do "Yeshua" e o processo de R$ 2 milhões do MP-BA. "Fale de Jesus", disse o artista

Por Caio Rangel • Publicado em 16/02/2026 às 16h03
Carlinhos Brown e Claudia Leitte posam juntos em bastidores de evento musical, diante de painel com luzes decorativas.
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SALVADOR (BA) — O circuito Dodô (Barra-Ondina) foi palco de um novo capítulo na controvérsia religiosa que envolve a cantora Claudia Leitte.

Neste domingo (15), o cantor e produtor Carlinhos Brown prestou seu apoio irredutível à artista, utilizando sua participação no bloco “Largadinho” para pedir que ela ignore as críticas sobre a manifestação de sua fé durante a folia momesca.

“Todos os lugares têm que falar de Deus”

Carlinhos Brown afirma que Claudia Leitte é um fenômeno da música mundial e que as restrições ao uso de termos religiosos no Carnaval são descabidas.

O artista disse que o nome de Jesus deve ser proclamado em todos os espaços, reagindo diretamente ao clima de vigilância que cerca a cantora desde a alteração da letra do hit “Caranguejo”. “Não ligue para aqueles que dizem que você não pode falar de Deus”, afirmou Brown sob aplausos dos foliões.

A defesa mostra uma resposta à ação civil pública movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em dezembro de 2025.

O órgão afirma que a substituição de “Iemanjá” por “Yeshua” em uma apresentação de 2024 configura discriminação religiosa. O processo sinaliza um pedido de condenação com indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo, além de medidas para coibir o que o MP classifica como condutas discriminatórias contra religiões de matriz africana.

Histórico de defesa

Esta não é a primeira vez que Brown sinaliza proteção à amiga. O artista afirma publicamente que Claudia Leitte não possui viés racista e disse que a liberdade de culto deve ser respeitada em sua plenitude.

Enquanto a Justiça baiana analisa o pedido de indenização milionária, a cena no trio afirma a consolidação de um bloco de apoio artístico que tenta separar a convicção individual da cantora de uma suposta prática de exclusão religiosa.

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