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Ricardo Nunes confunde CEO da Expo Cristã com dona de ONG investigada por filme sobre Bolsonaro

Durante coletiva de imprensa, prefeito Ricardo Nunes confundiu a liderança da Expo Cristã com Karina Gama, investigada por supostos desvios de R$ 108 milhões.

Por Izael Nascimento • Publicado em 01/06/2026 às 18h16 • Atualizado em 01/06/2026 às 18h17
Adriana Barros e Ricardo Nunes na Expo Cristã - @Reprodução
Adriana Barros e Ricardo Nunes na Expo Cristã - @Reprodução

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, cometeu um erro de associação durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (01/06/2026).

Ao defender uma empresária investigada por desvios milionários, o emedebista confundiu a feira Expo Cristã com um evento paralelo do nicho religioso.

Segundo informações publicadas pelo g1, o prefeito Ricardo Nunes tentou minimizar sua relação com Karina Ferreira da Gama, proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB), alvo de operação policial por supostas fraudes em um contrato de R$ 108 milhões por ano para instalação de Wi-Fi.

Nunes alegou que a conheceu na Expo Cristã, apontando-a como organizadora.

Em resposta imediata, a verdadeira direção da Expo Cristã emitiu uma nota de esclarecimento divulgada enviada ao O Fuxico Gospel.

A organização desmentiu o prefeito paulistano e rechaçou qualquer vínculo com a empresária investigada ou com a Go UP, produtora responsável por uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

A direção do evento esclareceu que Karina Gama é, na verdade, responsável por uma iniciativa distinta chamada “The Connect Faith”.

Adriana Barros, idealizadora e CEO da Expo Cristã, assinou o documento informando que a marca oficial não possui relação comercial, operacional ou jurídica com os investigados.

A nota destaca que o prefeito Ricardo Nunes sequer compareceu ao evento de Karina Gama, mas sim à feira oficial gerida por Adriana. A instituição repudiou o uso indevido de sua marca e ressaltou seu compromisso ético com o público cristão.

De acordo com o inquérito da Polícia Civil de São Paulo, o Instituto Conhecer Brasil é suspeito de superfaturar a instalação de internet gratuita na periferia da capital.

O Tribunal de Contas do Município apontou mais de 20 irregularidades graves na escolha da organização social.

Entre os indícios, a polícia investiga se parte dos R$ 26 milhões pagos por serviços não prestados pela prefeitura foi escoada por subcontratações para financiar o filme “Dark Horse”. O projeto audiovisual retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br



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