Histórias de Fé

Jairo Bonfim passou 15 anos cantando atrás de grandes artistas e precisou voltar para a igreja antes de assumir a própria voz

O cantor trabalhou com nomes do gospel e com Fábio Júnior, afastou-se da igreja e depois retomou o caminho que daria origem à carreira solo.

Por Pr. Bruno Valadão • Publicado em 27/08/2026 às 07h10 • Atualizado em 26/08/2026 às 20h33
Cantor gospel Jairo Bonfim (Reprodução)

Durante cerca de 15 anos, a voz de Jairo Bonfim esteve presente em discos e palcos de artistas conhecidos, quase sempre fora do centro da cena.

Ele trabalhou como backing vocal de nomes como Cassiane, Fernanda Brum, Aline Barros e Kleber Lucas. Também passou quatro anos ao lado de Fábio Júnior.

A carreira solo só ganhou forma depois de uma fase em que o cantor se afastou da igreja e precisou reconsiderar o caminho que estava seguindo.

Uma voz que começou a ser preparada na infância

Em entrevista ao Jornal Regional Evangélico, Jairo contou que começou a cantar por volta dos quatro anos.

A infância teve também um obstáculo físico. Uma rouquidão comprometia sua voz, e ele precisou passar por uma cirurgia ainda pequeno.

Depois, cantou com as irmãs, aprendeu instrumentos e foi chamado para fazer vocais de apoio. O trabalho de bastidor se transformou em uma escola profissional.

Quatro anos com Fábio Júnior e a distância da igreja

O convite para trabalhar com Fábio Júnior abriu uma experiência fora do circuito gospel. O pai de Jairo, pastor da Assembleia de Deus, não recebeu a decisão com entusiasmo.

Jairo relatou que, naquele período, afastou-se da igreja e evitou as tentativas do pai de conversar sobre sua vida espiritual.

O retorno aconteceu depois de um processo pessoal. Quando voltou a cantar no ambiente cristão, começou a enxergar a possibilidade de colocar a própria voz à frente.

O cantor que saiu do fundo do palco

O primeiro trabalho solo, Geração Eleita, foi lançado em 2008. A partir dali, Jairo passou a conciliar a experiência de produtor vocal com uma carreira em seu próprio nome.

O caminho foi diferente do lançamento instantâneo que costuma ser associado à fama digital. Foram anos observando gravações, corrigindo vozes e sustentando apresentações de outros artistas.

A trajetória lembra que o bastidor também pode ser formação. Jairo não desperdiçou os anos em que o público mal sabia seu nome.

Quando finalmente chegou à frente do palco, ele carregava técnica, repertório e uma história de retorno que não poderia ter sido construída em uma estreia apressada.

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