SÃO PAULO (SP) — O apóstolo Agenor Duque, fundador e líder da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, gerou forte indexação em suas plataformas digitais ao publicar um material focado nas garantias constitucionais de culto no país.
Sob o título “O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A LIBERDADE RELIGIOSA NO BRASIL?”, o vídeo reproduz o depoimento do advogado Jeffrey Chiquini em uma entrevista de podcast, na qual o jurista apresenta projeções restritivas sobre a atividade de padres e pastores no território nacional a partir do próximo ciclo anual.
O Alerta do Apóstolo e o Enquadramento Teológico
Na introdução de seu pronunciamento, Agenor Duque buscou afastar a classificação de sua postagem como conduta alarmista ou de cunho estritamente eleitoral.
O líder evangélico endossou alertas prévios que vinham sendo emitidos por outras lideranças do segmento pentecostal, como o conferencista Junior Trovão, definindo o atual panorama macrofílico como um reflexo de premissas escatológicas.
“Quem me conhece sabe que eu não gosto de drama. Não gosto de terrorismo, nem muito menos de sensacionalismo. Por favor, presta atenção… Não estou falando em política, estou falando de cumprimento de profecias”, declarou Duque.
A Tese Jurídica de Chiquini sobre Misoginia e Racismo
O núcleo do debate reside nas afirmações de Jeffrey Chiquini acerca da tramitação de propostas legislativas no Congresso Nacional.
Segundo a tese defendida pelo advogado na gravação, articulações políticas alinhadas ao governo federal buscam tipificar sermões interpretados como misóginos ou machistas dentro dos mesmos parâmetros penais aplicados ao crime de racismo.
Chiquini argumentou que a leitura de textos bíblicos tradicionais que versem sobre a submissão familiar feminina pode vir a sofrer sanções de restrição de liberdade. “O padre e o pastor que for interpretado, seu sermão… como machismo, vai ser preso como racista… A esquerda conseguiu o que eles queriam, que é fechar o cerco para as igrejas”, asseverou o causídico.
A veiculação deste tipo de conteúdo sinaliza o recrudescimento da desconfiança de setores da igreja em relação aos mecanismos de fiscalização de discursos de ódio pelo Estado.
Enquanto juristas de matriz progressista e parlamentares defensores dos projetos de igualdade de gênero sustentam que as legislações visam coibir a violência de gênero sem violar a imunidade do púlpito, alas conservadoras tratam as medidas como o preâmbulo de uma criminalização doutrinária.
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