Igreja

Assembleia de Deus em PE é acusada de negar velório a membro por estar em disciplina

Familiares do Diácono Andrade relatam desolação após a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) vetar cerimônia fúnebre no templo.

Por Izael Nascimento • Publicado em 18/04/2026 às 09h46 • Atualizado em 18/04/2026 às 09h46
Fachada de igreja Assembleia de Deus em Pernambuco, em área urbana com via pública e rede elétrica
Fachada de igreja Assembleia de Deus em Pernambuco, em registro externo do templo. (Foto: Reprodução)

IPOJUCA — A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), no município de Ipojuca, é alvo de uma denúncia grave.

Familiares de um diácono, membro de longa data da instituição, acusam a liderança local de negar a realização do velório de um de seus filhos nas dependências da igreja, sob a justificativa de que o falecido estava sob disciplina eclesiástica.

A denúncia ganhou repercussão após a divulgação de um áudio gravado por Eliane, filha do diácono e irmã do falecido.

No relato, ela descreve o estado emocional do pai, que estaria “desolado” com a decisão da congregação onde serviu durante décadas.

Segundo a família, a justificativa apresentada pela igreja foi de que o membro havia pecado e, por estar em processo de disciplina, não teria direito à cerimônia no templo.

No áudio divulgado, Eliane questiona a interpretação bíblica e a conduta da liderança diante do luto da família.

“Infelizmente o que eu vi ontem foi meu pai desolado porque a igreja se negou a fazer o velório do meu irmão, alegando que ele estava em disciplina”, afirmou.

A irmã do falecido ressaltou que, apesar da falha cometida pelo irmão, a família esperava compaixão da instituição.

“A Igreja dele não acolhe. Não acolhe um membro porque está em disciplina, não acolhe a família, a mãe e o pai desse membro que está sofrendo tanto pela partida de um filho”, lamentou no comunicado enviado aos membros da congregação.

Ouça:

A IEADPE possui normas internas rígidas quanto à disciplina de seus membros, que podem incluir o afastamento de cargos e atividades eclesiásticas.

No entanto, o caso em Ipojuca levanta o debate sobre os limites dessas punições em momentos de luto familiar. Até o fechamento desta matéria, em 18/04/2026, a assessoria da IEADPE ou a liderança setorial de Ipojuca não emitiram nota oficial sobre o episódio.

O espaço permanece aberto para que a instituição apresente sua versão dos fatos.

Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br



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