SÃO PAULO (SP) — O evangelista Davi Miranda Neto, um dos principais nomes da nova geração da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), trouxe a público detalhes pouco conhecidos sobre sua trajetória ministerial. Em participação recente no podcast JesusCopy, o neto do missionário David Miranda afirmou que sua atuação na denominação não foi fruto de ambição pessoal, mas de uma direção espiritual clara.
Segundo Davi, a confirmação de sua missão veio antes mesmo de assumir oficialmente qualquer posição de liderança. Durante um período de oração, sua esposa teria recebido uma palavra profética apontando que ele seria responsável por dar continuidade ao legado espiritual deixado por seu avô. O episódio, conforme relatado pelo evangelista, marcou uma virada definitiva em sua vida e no entendimento do papel que passaria a exercer dentro da IPDA.
A partir desse momento, Davi afirma que passou a encarar o ministério com outro nível de responsabilidade. Ele relata que precisou rever comportamentos, amadurecer emocionalmente e ajustar sua postura pública e espiritual para corresponder ao que acredita ser um chamado divino.
Transformação pessoal e amadurecimento
Em tom informal, o líder reconheceu que sua mudança foi perceptível até mesmo dentro do casamento. Ele destacou que a mulher com quem se casou conheceu um homem muito diferente daquele que hoje ocupa funções de liderança na igreja. Para Davi, o processo de transformação foi inevitável diante da missão que assumiu, exigindo renúncias e uma nova mentalidade ministerial.
Continuidade do legado de David Miranda
Filho da cantora Débora Miranda, Davi afirma carregar com seriedade o compromisso de honrar a história construída por seu avô, fundador de uma das maiores denominações pentecostais do país. Ele ressalta que manter a fidelidade à visão original da IPDA requer vigilância constante e disposição para colocar os interesses institucionais acima de projetos pessoais.
A afirmação da liderança de Davi Miranda Neto acontece em um momento sensível para o pentecostalismo brasileiro. Com a morte de líderes históricos, grandes denominações enfrentam disputas internas, crises de sucessão e desafios de identidade.
O movimento observado na IPDA reflete uma estratégia recorrente no cenário evangélico: preservar a herança doutrinária enquanto se adapta à nova dinâmica religiosa, marcada pela concorrência de igrejas independentes e modelos neopentecostais mais flexíveis.

