Igreja

O que aconteceu com Denise Seixas um ano após a morte do apóstolo Rina

Um ano depois da morte do apóstolo Rina, a pastora Denise Seixas permanece fora da disputa pelo comando da Bola de Neve após renunciar à presidência interina em fevereiro de 2025.

Por Izael Nascimento • Publicado em 17/11/2025 às 09h26
Pastora Denise, vipuva do apóstolo Rina (Reprodução)

Um ano após a morte do apóstolo Rina, fundador da Igreja Bola de Neve, a situação institucional de sua esposa, a pastora Denise Seixas, permanece definida. Desde fevereiro de 2025, quando renunciou ao cargo de presidente interina da denominação, Denise não voltou a participar de disputas administrativas ou judiciais sobre o comando da igreja. As informações disponíveis apontam que ela segue atuando apenas como pastora e cofundadora, sem envolvimento na presidência ou no conselho administrativo.

A presença de Denise na disputa pela liderança da Bola de Neve durou pouco mais de um mês. Em janeiro de 2025, uma decisão da Justiça de São Paulo a reconheceu como presidente interina e vice-presidente da denominação, em meio a uma disputa interna envolvendo interpretações diferentes do estatuto e da sucessão do fundador. O caso ganhou repercussão nacional e mobilizou tanto lideranças quanto fiéis que acompanharam a movimentação jurídica.

A decisão judicial, tomada pela 12ª Vara Cível de São Paulo, criou um cenário temporário em que Denise assumiu formalmente a presidência interina, mesmo diante da posição já consolidada do conselho administrativo, que havia escolhido o pastor Fábio Santos como presidente poucos dias após a morte de Rina, em novembro de 2024. Essa coexistência de entendimentos gerou dúvidas e debates sobre a governança da denominação naquele período.

Renúncia e reestruturação interna

No dia 12 de fevereiro de 2025, Denise divulgou um comunicado público anunciando sua renúncia ao cargo de presidente interina. No texto, ela afirmou que a decisão foi tomada após um período de oração e diálogo com líderes próximos. Indicou também que buscava evitar novos conflitos judiciais e desejava preservar a unidade da igreja, especialmente no momento em que milhares de fiéis ainda enfrentavam o luto pela morte do fundador.

Com a renúncia, a disputa interna foi encerrada. Fontes próximas à igreja afirmaram que a saída de Denise fez parte de um acordo que visava permitir a retomada plena da gestão pelo conselho administrativo, que reforçou Fábio Santos como presidente oficial. Documentos posteriores e manifestações da própria denominação confirmaram que a administração seguiu sob a liderança dele durante todo o ano de 2025.

Após renunciar, Denise também desistiu de pelo menos uma das ações judiciais que tramitavam naquele período. Em notas divulgadas por diferentes veículos, ela afirmou que concentraria seus esforços na família e em atividades ministeriais locais, sem intenção de disputar novamente a presidência da igreja. Desde então, não há registros de novas tentativas formais de reassumir funções administrativas na denominação.



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