BELO HORIZONTE (MG) — Um cenário de intensa confusão, revolta e indignação tomou conta da Assembleia de Deus em Belo Horizonte (MG) após a cúpula diretiva da instituição decidir pela anulação do resultado da eleição realizada pela assembleia geral de membros, instâncias consideradas soberanas nas deliberações eclesiásticas.
O impasse jurídico e administrativo gerou tumultos que se estenderam pela madrugada, com registros em vídeo viralizados nas redes sociais.
O Confronto de votos e a divergência estatutícia
O desgaste institucional eclodiu após o término da contagem de votos para a escolha da nova diretoria, sucedendo a saída discreta do pastor Paulo César Pereira da presidência após quatro anos de gestão.
De um lado, a chapa alinhada à atual diretoria e encabeçada pelo pastor Laercio Rodrigues obteve 643 votos, recebendo respaldo majoritário dos pastores regionais. De outro, a chapa opositora liderada pelo pastor Edson Ramos alcançou 1.035 votos, garantindo a maioria dos 1.704 sufrágios contabilizados no pleito.
Apesar da vitória numérica expressiva da chapa de Edson Ramos entre os fiéis presentes, a diretoria em exercício invalidou o pleito sob a justificativa de cumprimento estrito das normas estatutárias da igreja, remarcando uma nova assembleia.
A decisão desencadeou revolta imediata entre os membros, intensificada por relatos de que centenas de interessados teriam sido impedidos de participar e votar devido a restrições de acesso, elevando a insatisfação com os rumos administrativos da denominação.
Repercussão e Orientações Jurídicas em 2026
A crise na condecoração mineira expõe fraturas profundas entre a liderança pastoral regional e a base de membros. Diante dos protestos inflamados no templo, o decano da instituição teria orientado os fiéis insatisfeitos a buscarem reparação na Justiça comum para contestar a validade da anulação.
Entre os apoiadores do pastor Edson Ramos, predomina a expectativa de que uma eventual vitória judicial e reversão do quadro promovam uma profunda reformulação administrativa e financeira na igreja.
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