SÃO PAULO (SP) — O ex-pastor pentecostal Evandro Moretti, que agora se apresenta como mentor de cristãos desigrejados, fez uma crítica ácida ao modelo de arrecadação das denominações tradicionais.
Em vídeo com ampla repercussão, Moretti afirma que a exigência do nome nos envelopes de dízimo nada tem a ver com organização espiritual, mas sim com uma “fiscalização financeira” agressiva sobre os fiéis.
“Quem ganha muito e está dando pouco”
Moretti afirma que o envelope identificado permite que a liderança faça uma estimativa real do patrimônio de cada membro.
Ele afirma que, ao observar o padrão de vida de um fiel — como o modelo do carro ou a casa onde mora —, o pastor cruza os dados com o valor entregue. “Se o cara mora numa casona e o envelope é de valor baixo, os pastores entram em parafuso e dizem que o irmão está burlando o sistema”, destacou o mentor ao descrever o mecanismo de pressão.
O ex-pastor alega que essa prática alimenta pregações focadas no medo, utilizando figuras como o “devorador” para constranger quem, na visão da liderança, não estaria entregando os 10% integrais.
Moretti afirma que a falta de transparência é de mão única: a igreja quer saber exatamente quanto o fiel ganha, mas o fiel raramente sinaliza acesso detalhado aos gastos reais da instituição.
“Controle e fiscalização”
Evandro Moretti afirma que, se o objetivo fosse apenas a doação voluntária, o anonimato seria a regra. Ele ressalta que o sistema de controle serve para identificar quem são os “grandes mantenedores” e quem está em “débito” com a tesouraria.
Para o mentor, esse cenário afirma a falência de um modelo que prioriza a arrecadação em detrimento da liberdade cristã, classificando o negócio como “horrível” e pautado pelo controle humano.
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