Igreja

Vale a pena investir em energia solar para igrejas em 2026? Veja custos e retorno

Redução de custos fixos permite que templos redirecionem recursos para missões; entenda o impacto da Lei 14.300 e o tempo de payback.

Por Izael Nascimento • Publicado em 29/12/2025 às 16h59
igreja com paineis solares instalados no telhado para geracao de energia limpa e sustentavel
Painéis solares instalados no telhado de uma igreja, utilizados para geração de energia limpa e redução de custos com eletricidade. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — Investir em energia solar para igrejas em 2026 continua sendo uma das decisões financeiras mais estratégicas para gestores eclesiásticos.

Com a alta acumulada nas tarifas de energia e a consolidação do Marco Legal da Geração Distribuída, o sistema fotovoltaico deixou de ser um artigo de luxo para se tornar uma ferramenta de sobrevivência orçamentária para templos de todos os portes.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o setor passou por uma maturação tecnológica que reduziu o preço dos painéis N-Type. Para as igrejas, que concentram o uso de carga em horários específicos e ar-condicionado potente, a economia na conta de luz pode chegar a 95%, liberando ofertas para a obra social.

Mas a viabilidade em 2026 depende de entender a “taxação do sol”. Mesmo com a cobrança gradual sobre o Fio B da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), o investimento se paga em tempo recorde devido à imunidade tributária que muitas instituições possuem sobre o consumo.

Energia Solar vs. Energia da Rede: O que vale mais a pena?

Abaixo, detalhamos como o investimento se comporta em 2026:

Critério de ComparaçãoEnergia da ConcessionáriaEnergia Solar (2026)
Custo MensalAlto e sujeito a bandeiras tarifáriasMínimo (taxa de disponibilidade)
PrevisibilidadeInexistente (reajustes anuais)Total (produção própria)
Retorno do InvestimentoGasto sem retorno (fundo perdido)Payback entre 4 e 6 anos
Valorização do ImóvelNenhumaAlta (patrimônio valorizado)
DurabilidadeN/APainéis com vida útil de 25+ anos

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o Brasil mantém um dos custos de eletricidade mais caros do mundo para o setor comercial e institucional. Para uma igreja que gasta R$ 2.000 mensais, a economia anual pode ultrapassar R$ 22.000, valor que pode custear novos equipamentos de som ou reformas.

Como pedir financiamento para energia solar em igrejas

Atualmente, bancos como BNDES, Sicredi e Banco do Brasil oferecem linhas de crédito específicas para sustentabilidade e instituições sem fins lucrativos. Em muitos casos, o valor da parcela do financiamento é menor do que a economia gerada na conta, fazendo com que o sistema “se pague sozinho” desde o primeiro mês.

Ainda assim, o morador ou pastor deve ficar atento à estrutura do telhado. Imagens verificáveis de instalações mostram que o reforço estrutural é necessário em templos mais antigos antes da colocação das placas.

Perguntas Frequentes (FAQ) — Energia Solar para Igrejas

1. Igreja paga “taxa do sol” em 2026?
Sim, todas as novas conexões após a Lei 14.300 pagam o Fio B. Porém, o custo ainda é muito menor que a tarifa cheia.

2. Qual o tempo de retorno (payback) em 2026?
Em média, o investimento retorna entre 4 e 6 anos, dependendo da região do país.

3. É preciso autorização da prefeitura para instalar?
A autorização técnica é da concessionária de energia. A prefeitura exige apenas que a estrutura do imóvel esteja regular.

4. O que acontece em dias nublados ou chuvosos?
A geração diminui, mas não para. O sistema compensa a produção nos dias ensolarados gerando créditos.

5. A manutenção é cara?
Não. A manutenção básica é a limpeza das placas com água, geralmente feita duas vezes por ano.

6. Posso levar o sistema se a igreja mudar de prédio?
Sim, mas o custo de desinstalação e nova homologação costuma ser alto. Vale avaliar se não é melhor vender o sistema com o imóvel.

7. Igrejas pequenas podem instalar?
Sim, existem sistemas modulares. Se a conta de luz for superior a R$ 400, o investimento já começa a ser viável.

8. Como fica a conta de luz após a instalação?
A igreja paga apenas a taxa de disponibilidade (taxa mínima) e a iluminação pública.

9. Existe risco de incêndio ou curto-circuito?
Se instalado por profissionais certificados e com materiais de qualidade (Inmetro), o risco é praticamente zero.

10. Preciso de baterias para armazenar energia?
Em áreas urbanas, o sistema “on-grid” (ligado à rede) é o mais comum e barato, sem necessidade de baterias.

Erros? Sugestões? Fale com a redação: contato@fuxicogospel.com.br



Logo Fuxico Gospel

DIGITE SUA BUSCA

Este site utiliza cookies essenciais para garantir o funcionamento adequado. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.