Uma mulher que teria procurado ajuda de um pastor durante a madrugada após sofrer um ferimento na cabeça acabou vendo o companheiro ser condenado pela Justiça mesmo após mudar sua versão sobre o caso.
Informações apuradas pela reportagem do Fuxico Gospel apontam que o caso aconteceu em Sobral, no Ceará, e terminou com a condenação de José William Ezequiel Batista a 4 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto por violência doméstica.
De acordo com os relatos reunidos durante a investigação, a vítima, identificada pelas iniciais M.G.S., apareceu durante a madrugada na residência do pastor J. L. N. L. pedindo socorro.
O líder religioso afirmou que foi acordado por volta das 4h da manhã quando a mulher chegou ferida e pedindo ajuda. Segundo ele, a vítima relatou naquele momento que teria sido agredida pelo companheiro. O pastor então a levou até uma unidade hospitalar.
Ainda segundo as informações obtidas pela reportagem, a mulher contou posteriormente que teria pulado a janela e o muro da residência para procurar ajuda enquanto o companheiro dormia.
Durante o andamento do processo, porém, a vítima mudou completamente sua versão.
Em depoimento prestado à Justiça, ela afirmou que o ferimento teria acontecido após uma discussão motivada por ciúmes. Segundo o relato apresentado em audiência, ela teria pegado um pedaço de madeira para confrontar o companheiro, mas acabou se desequilibrando e batendo a cabeça em uma estrutura de cerâmica da casa enquanto ele segurava sua mão.
A mulher chegou a declarar que inventou inicialmente a agressão porque queria “colocá-lo na cadeia”.
Mesmo com a mudança de versão, a Justiça decidiu manter a condenação.
O entendimento do magistrado foi de que as provas reunidas no processo, incluindo o depoimento do pastor e o laudo pericial, demonstrariam que houve violência doméstica.
O exame médico apontou um ferimento de aproximadamente 4,5 centímetros na região da cabeça da vítima, com necessidade de sutura.
Outro ponto destacado na decisão foi o fato de o casal ter reatado o relacionamento poucos dias após o episódio.
Segundo a sentença, situações semelhantes são comuns em casos de violência doméstica, quando vítimas acabam tentando proteger o agressor após reconciliações.
As informações obtidas pela reportagem também apontam que a mulher teria deixado de frequentar a igreja após o episódio por vergonha da situação, retornando posteriormente aos cultos.
A Justiça ainda determinou o pagamento de R$ 10 mil em indenização por danos morais à vítima.
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