Música

“Gospel coloca mais gente que pagode”: Pr. Samuel Gonçalves defende cachês em shows de prefeitura

Líder da AD Cabo Frio respondeu seguidores sobre polêmica de valores cobrados por artistas e diferenciou "shows de prefeitura" de agendas na igreja.

Por Izael Nascimento • Publicado em 30/11/2025 às 11h08
Pastor Samuel Gonçalves AD Cabo Frio respondendo seguidores sobre altos cachês de cantores gospel no Instagram
"Pastor Samuel Gonçalves: Líder da AD Cabo Frio defende que shows de prefeitura paguem valores de mercado a cantores gospel. (Foto: Reprodução/Instagram)"

CABO FRIO (RJ) — O presidente da Assembleia de Deus Madureira em Cabo Frio, Pastor Samuel Gonçalves, utilizou suas redes sociais neste fim de semana para abordar um dos temas mais espinhosos do meio cristão: os altos valores cobrados por artistas evangélicos. Ao responder uma caixinha de perguntas no Instagram, o líder religioso foi pragmático e defendeu a remuneração de mercado para eventos de grande porte.

 Sem rodeios, Gonçalves argumentou que a música gospel hoje possui força para movimentar multidões superiores a gêneros populares seculares. “Os cantores gospel, já de algum tempo, estão reunindo mais pessoas na frente de um palco do que os cantores seculares”, disparou. O pastor citou que vê eventos evangélicos atraindo 50 a 60 mil pessoas, números que, segundo ele, muitas bandas de pagode não conseguem atingir atualmente.

O líder da AD Madureira fez uma distinção técnica sobre a origem do dinheiro. Para ele, quando o evento é um “show” contratado pelo poder público, o valor alto é justificado pela estrutura profissional envolvida. “Esses cantores têm banda, músicos profissionais que têm que ser pagos. É show de prefeitura, tem que honrar. Não vai dar resultado, não vai botar gente ali na frente? É isso”, explicou.

 Apesar de defender os cachês em eventos públicos, Samuel Gonçalves pontuou que a dinâmica muda quando o artista é convidado para ministrar dentro do templo. Segundo ele, nesse cenário, deve prevalecer o bom senso e a negociação. “Levar para dentro da igreja, aí é na conversa, no bate-papo, ver o que pode adequar e vai dar certo”, finalizou o pastor.

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