SÃO PAULO (SP) — O cantor gospel PG ex-vocalista da banda de rock Oficina G3, emocionou fãs e acompanhantes do mercado fonográfico ao revelar detalhes inéditos sobre a concepção do álbum O Tempo (2000).
As declarações foram prestadas durante entrevista ao programa Mesa Gospel Cast, apresentado pelo pastor e produtor musical Emerson Pinheiro.
Bastidores da troca de gravadora e o surgimento do hit
Durante o bate-papo, PG relatou a pressão enfrentada pelo grupo após assinar contrato de distribuição com a gravadora MK Music no final de abril daquele ano, com o prazo de entrega fixado para o mês de agosto.
Diante do cronograma apertado, o cantor explicou que o projeto já estava praticamente concluído e que a faixa de trabalho inicial seria a canção “Sempre Mais”. Foi quando o guitarrista e fundador Juninho Afram apresentou a composição “O Tempo” nos momentos finais da produção.
“O Juninho chegou nos 45 do segundo tempo […] Deus deu essa canção que é um testemunho de vida do filho dele, que foi curado de um tumor no braço com dez meses. Ele escreveu numa noite orando”, relatou PG.
O artista lembrou que a banda chegou a hesitar pela falta de tempo, mas a intervenção do produtor Geraldo Penna (Gera) foi decisiva ao cravar que a música seria o divisor de águas do ministério.
O legado de ‘O Tempo’ e a trajetória do Oficina G3
A memória resgatada por PG reafirma a atemporalidade de “O Tempo” no repertório de uma das maiores bandas do rock gospel brasileira.
“Essa música mudou a história do G3 e a minha vida […] Até hoje a gente toca em qualquer lugar e o pessoal berra, é uma baita música”, concluiu o intérprete, classificando a canção como uma pedra fundamental do rock cristão nacional.
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