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Presidente da AD Sorocaba parcela 13º salário dos pastores e causa crise no ministério

Decisão da nova diretoria sob comando do pastor Osmar Goulart gera dificuldades financeiras e revolta em um dos maiores campos da Assembleia de Deus.

Por Izael Nascimento • Publicado em 24/12/2025 às 18h38
pastor osmar goulart da silva e pastor jose quelington bezerra da costa posam juntos durante evento da assembleia de deus em sorocaba
Pr. Osmar Goulart da Silva, presidente da Assembleia de Deus em Sorocaba (SP), ao lado do pastor José Quelington Bezerra da Costa durante evento institucional da igreja. (Foto: Reprodução)

SOROCABA (SP) — A Assembleia de Deus Ministério do Belém em Sorocaba enfrenta um clima de forte tensão interna entre o seu corpo de obreiros. A nova diretoria da instituição decidiu parcelar o pagamento do 13º salário dos pastores sem realizar qualquer comunicado oficial prévio.

A medida surpreendeu as famílias ministeriais que dependem exclusivamente do recurso para o planejamento das despesas de final de ano.

O campo, que figura entre os maiores do Brasil, vive um período de transição após o falecimento do saudoso reverendo Osmar José da Silva. O líder histórico marcou a trajetória da denominação na região ao expandir o ministério para quase 500 congregações em Sorocaba e cidades vizinhas. Com a sucessão, o pastor Osmar Goulart assumiu a presidência e passou a implementar novas diretrizes administrativas.

Nos bastidores, os pastores relatam constrangimento e dificuldades financeiras diante da falta de transparência sobre o depósito dos valores. Muitos obreiros afirmam que só souberam da divisão do abono ao consultarem as suas contas bancárias, o que gerou um sentimento de desvalorização. O impacto é maior nas congregações menores, onde os recursos são mais escassos e o planejamento familiar é rigoroso.

A principal crítica da base pastoral recai sobre o contraste de investimentos dentro do ministério. A AD Sorocaba é reconhecida nacionalmente por realizar eventos de grande porte, frequentemente descritos como festas luxuosas com a presença de pregadores e cantores famosos.

Para os críticos da gestão, os gastos com essas celebrações de visibilidade contrastam com a atual dificuldade em honrar integralmente os compromissos com os próprios obreiros do campo.

Até o fechamento desta reportagem, a diretoria do Ministério do Belém em Sorocaba não havia emitido uma nota oficial explicando os motivos técnicos para o parcelamento.

O silêncio da presidência tem alimentado pedidos de oração e desabafos silenciosos nas redes sociais de líderes locais. O espaço segue aberto para que o pastor Osmar Goulart apresente o posicionamento da igreja e o cronograma para a regularização dos pagamentos.

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