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Exclusivo: A manobra silenciosa de André Valadão no alto comando do “Banco da Lagoinha”

Conhecido popularmente pelo vínculo com a igreja, o Clava Forte Bank reintegra esposa de André Valadão ao comando após saída relâmpago em outubro.

Por Izael Nascimento • Publicado em 12/12/2025 às 14h51
André Valadão e Cassiane Valadão posando juntos em arena coberta
André Valadão e a esposa Cassiane Valadão aparecem lado a lado em uma arena de shows, com cadeiras vazias ao fundo. Foto: Reprodução.

BELO HORIZONTE (MG) — O Clava Forte Bank, popularmente apelidado de Banco da Lagoinha devido à sua origem e forte apelo junto aos membros da denominação mineira, passou por uma nova e estratégica alteração em seu quadro de comando. Cassiane Montosa Pitelli Valadão, esposa do pastor André Valadão, voltou a figurar oficialmente como administradora e sócia da instituição, revertendo sua saída que havia sido registrada há menos de dois meses.

A movimentação ocorre em um cenário de tensão. O projeto, vendido aos fiéis como uma solução financeira cristã, enfrenta o escrutínio público devido às conexões com grupos investigados na CPMI do INSS. O retorno de Cassiane ao centro das decisões do “Banco da Lagoinha” sugere que a tentativa de blindar a imagem da família pode ter esbarrado em exigências contratuais ou na necessidade de manter o controle acionário unificado.

Print do site da Receita Federal com o quadro societário do Clava Forte Bank S/A
Print mostra consulta ao quadro de sócios e administradores do Clava Forte Bank S/A, com André Machado Valadão e Cassiane Montosa Pitelli Valadão listados como administradores. Foto: Reprodução.

A manobra no “Banco da Igreja”

Juristas analisam o movimento com cautela. A saída de Cassiane em outubro tinha características de proteção patrimonial, uma tática comum para evitar que bens pessoais de cônjuges sejam atingidos em eventuais processos contra a empresa.

No entanto, o retorno abrupto em dezembro indica que a operação do Clava Forte depende organicamente da presença do casal. Nos bastidores, especula-se que a retirada dela possa ter gerado insegurança jurídica ou travado processos internos que exigiam sua assinatura, forçando o retorno mesmo diante do risco de exposição.

O apelido de “Banco da Lagoinha” não é oficial, mas colou na praça. A instituição cresceu usando a capilaridade e a influência da Igreja Batista da Lagoinha, transformando a fé em um canal de aquisição de clientes. Agora, essa mesma conexão torna qualquer crise no banco um problema direto para a reputação da igreja.

Conexões perigosas

A instabilidade na diretoria coincide com o avanço das investigações sobre o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. O banqueiro, figura próxima à liderança da Lagoinha, é apontado como o parceiro estrutural que viabilizou o lançamento do Clava Forte.

O temor do mercado — e dos fiéis que depositaram dinheiro na plataforma — é que as investigações federais sobre Vorcaro respinguem na operação do banco digital. A instabilidade recente no aplicativo, justificada como manutenção, apenas aumentou os rumores.

Além do casal Valadão, a estrutura conta com Eduardo Pentagna Guimarães Pedras, líder do ministério de empreendedorismo da igreja (CRIE). Ele permanece como o braço técnico da operação, tentando dar sustentação bancária ao negócio enquanto a imagem pública dos pastores sofre desgaste.

Até o momento, a direção do “Banco da Lagoinha” não esclareceu oficialmente os motivos da dança das cadeiras em seu quadro societário.

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