MARABÁ (PA) — O pastor Sales Batista de Souza é uma das figuras mais influentes da Assembleia de Deus no estado do Pará. Até esta sexta-feira (26), ele ocupava a presidência da AD Missão em Marabá, cargo que exerceu por mais de duas décadas.
Sua saída foi oficializada em nota pública pela diretoria da igreja, em meio a um processo de transição acompanhado pela convenção estadual.
Sales Batista assumiu a liderança da AD Missão em Marabá em 2003. Sob sua gestão, a denominação centenária viveu um período de expansão patrimonial e política, tornando-se um dos campos mais relevantes do sudeste paraense.
Ele também é o primeiro vice-presidente da COMIEADEPA, a Convenção de Ministros das Assembleias de Deus no Estado do Pará, compondo a diretoria liderada pelo pastor Océlio Nauar.
A trajetória do pastor é marcada pela forte influência em decisões convencionais e pela proximidade com lideranças políticas da região. No entanto, a carreira do líder religioso enfrenta agora o momento de maior desgaste público.
O afastamento da presidência ocorreu logo após ele desativar seus perfis nas redes sociais e surgirem denúncias sobre uma crise interna em seu núcleo familiar.
Histórico no ministério e atuação na COMIEADEPA
Natural de uma linhagem de obreiros assembleianos, Sales Batista consolidou sua autoridade em Marabá através de uma gestão centralizadora e focada na expansão de templos.
Na COMIEADEPA, sua atuação como primeiro vice-presidente o colocava como um sucessor natural em diversos processos decisórios do estado, o que amplia o impacto de sua saída do campo local.
Recentemente, em agosto de 2025, Sales Batista esteve à frente das celebrações do centenário da AD Missão em Marabá. O evento reuniu milhares de fiéis e autoridades, reforçando a imagem de estabilidade que o pastor ostentava até o surgimento das recentes polêmicas que motivaram a intervenção da convenção estadual no processo de transição da igreja.
Crise familiar e denúncias recentes
A queda na visibilidade pública do pastor começou na última semana, quando relatos sobre uma suposta conduta moral inadequada passaram a circular em grupos de mensagens de obreiros.
As denúncias recebidas pela redação apontam para uma crise envolvendo membros de sua própria família, incluindo sua nora e seu filho, que teria deixado o país em meio ao conflito.
O silêncio do pastor e a exclusão de suas contas no Instagram e Facebook alimentaram as especulações. A nota oficial da AD Missão, embora confirme que Sales Batista “não responde mais pela presidência”, não cita os motivos do afastamento.
A igreja limitou-se a pedir orações e jejum pela instituição enquanto o processo de sucessão é concluído conforme o estatuto social.
Veja também: Nota oficial da AD Marabá confirma saída de Sales Batista
A reportagem buscou contato com representantes de Sales Batista para que ele pudesse apresentar sua versão sobre o afastamento e as denúncias, mas não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação oficial do líder religioso ou de sua assessoria jurídica.
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