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Tio do pastor Leonardo Sale é preso suspeito de envolvimento na execução de vereador no RJ

Mário Gentil, irmão da mãe do líder da IPTM, foi detido em casa nesta segunda (22); suplente não assumiu cargo por apenas 15 votos e alegava "traição".

Por Izael Nascimento • Publicado em 23/12/2025 às 14h04
Mário Gentil em imagem divulgada nas redes sociais durante encontro em ambiente social
Mário Gentil, apontado como tio do pastor Leonardo Sale, em imagem divulgada nas redes sociais. O caso segue sob investigação. Foto: Reprodução / Redes sociais

RIO DE JANEIRO (RJ) — A manhã desta segunda-feira (22) foi marcada por uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que atingiu diretamente a família de um importante líder religioso. Mário Jorge Soares Gentil, tio materno do pastor Leonardo Sale, foi preso em sua residência, em Duque de Caxias, suspeito de envolvimento na execução do vereador Silmar Braga (PP).

Mário Gentil, que é filiado ao partido Solidariedade e atua como suplente na Câmara de Magé, na Baixada Fluminense, teve a prisão temporária decretada após investigações que apuram a morte do parlamentar. Braga foi assassinado a tiros no dia 20 de janeiro deste ano, quando saía de casa no bairro Nova Marília.

A conexão familiar ganhou destaque imediato nos bastidores, já que Mário é irmão da mãe do fundador da Igreja Pentecostal Tempo de Milagres (IPTM). Até o momento, a assessoria do pastor Leonardo Sale não emitiu nota oficial sobre a operação policial envolvendo seu familiar.

Disputa por votos e alegação de traição

A principal linha de investigação aponta para motivações políticas. Nas eleições de 2024, Mário Gentil recebeu 1.945 votos, ficando de fora da vaga titular por uma diferença mínima de 15 votos em relação ao primeiro suplente, Pablo Vasconcelos. Com a morte de Silmar Braga, foi Vasconcelos quem assumiu a cadeira na Câmara, frustrando as expectativas do tio do religioso.

Meses antes de ser detido, Mário utilizou as redes sociais para expor seu descontentamento com o grupo político, que apoiava o prefeito eleito Renato Cozzolino (PP). Em um vídeo publicado em outubro, o suplente fez declarações contundentes sobre acordos não cumpridos.

“Eu não assumi como vereador porque o compromisso que foi feito comigo não foi honrado”, afirmou Gentil na gravação. Ele completou dizendo que “quando a palavra não se cumpre, deixa de ser uma parceria” e que não aceitaria “traição com o povo”.

A polícia ainda não detalhou quais indícios ligam o suplente diretamente ao planejamento ou execução do crime, nem confirmou se há outros envolvidos. A defesa de Mário Jorge Soares Gentil não foi localizada para comentar a prisão até o fechamento desta reportagem.

O espaço segue aberto para manifestação das partes. Erros ou Direito de Resposta? contato@ofuxicogospel.com.br.



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