RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor e conferencista Júnior Trovão veiculou um pronunciamento em suas redes sociais para comentar a criação da chamada “Bancada da Macumba”, uma iniciativa de candidaturas da federação PSOL-Rede que reúne postulantes à Câmara dos Deputados oriundos de religiões de matriz africana de cinco estados.
Durante sua fala, o religioso defendeu que a participação de cristãos no Poder Legislativo possui o mesmo respaldo constitucional concedido a qualquer outro grupo religioso ou social.
Isonomia Constitucional e Liberdade Religiosa
No vídeo, Júnior Trovão destacou o princípio da igualdade de direitos políticos para contestar o que considera um tratamento desigual por parte de setores críticos à atuação da bancada evangélica.
“A Constituição garante a todos a liberdade de crença e o direito à participação política […] Quando nós, cristãos, nos unimos para estar em Brasília, por que se levantam dizendo que pastores não podem estar na política? Será que não somos cidadãos? Será que não podemos também decidir o futuro dessa nação?”, questionou o pastor.
O preletor ressaltou que a organização dos povos de terreiro para influenciar a formulação de leis e orçamentos é um movimento legítimo dentro do jogo democrático, mas defendeu que o mesmo direito seja assegurado, sem discriminação ou estigmatização, aos representantes das igrejas evangélicas.
Pré-Candidatura e Defesa de Pautas Conservadoras
As declarações de Júnior Trovão alinham-se ao discurso de mobilização do eleitorado conservador para o pleito de outubro.
Ao final da gravação, o pastor reafirmou seu projeto político para representar o segmento no Congresso Nacional, sustentando que os princípios morais e éticos cristãos são fundamentais para o desenvolvimento do país.
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