SÃO PAULO (SP) —O bispo Bruno Leonardo tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais cristãs após publicar um vídeo com um alerta contundente sobre relacionamentos abusivos. Em uma postura que rompe com discursos conservadores que pregam a manutenção do casamento a qualquer custo, o líder religioso afirmou que a fé não pode ser usada como justificativa para que mulheres suportem agressões físicas ou psicológicas.
A indignação do bispo foi motivada por um caso real que chegou ao seu conhecimento: uma integrante do grupo de louvor de uma determinada igreja que, após decidir se separar por não aguentar mais a violência do marido, acabou sendo punida pela própria liderança local com o afastamento de suas funções eclesiásticas.
“Isso é hipocrisia”
Durante a gravação, o religioso não poupou críticas à forma como algumas denominações tratam a violência doméstica, transferindo o peso da culpa para a vítima em vez de oferecer proteção.
Punição Invertida: Ele classificou como hipocrisia o afastamento de mulheres que buscam a separação para salvar a própria vida, enquanto o agressor muitas vezes não sofre o mesmo rigor da instituição.
Questionamento Direto: Em tom firme, o bispo questionou as fiéis sobre o custo emocional e físico da permanência nesses lares. “Vale a pena viver uma vida inteira apanhando, sendo desrespeitada ou vivendo em constante conflito?”, disparou.
Papel da Igreja: O líder reforçou que o templo deve ser um lugar de acolhimento e segurança, e que a teologia não deve servir como mordaça para quem sofre abusos.
Repercussão e Debate
O vídeo viralizou rapidamente, acumulando milhares de compartilhamentos e comentários. A maioria dos internautas elogiou a coragem do bispo em tocar em uma ferida sensível do meio evangélico, onde o tema do divórcio em casos de agressão ainda é cercado de tabus.
“Finalmente um líder falando a verdade sobre o que passamos”, escreveu uma seguidora. Por outro lado, a fala também gerou debates entre setores mais rígidos que defendem a indissolubilidade do matrimônio sob qualquer circunstância, evidenciando a divisão de opiniões sobre o papel prático da igreja diante da lei e dos direitos humanos.
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