SÃO PAULO (SP) — O pastor Carlos Bezerra Junior, uma das vozes mais influentes da Comunidade da Graça, fez um forte posicionamento ético contra as recentes atitudes do presidente norte-americano Donald Trump.
Em vídeo contundente, o líder religioso afirma que a postagem que retrata o ex-presidente Barack Obama e Michelle Obama de forma desumanizante não é apenas um “erro de funcionário”, mas um recado de violência que fere os princípios de Jesus de Nazaré.
“Racismo não é piada mal contada”
Bezerra Junior afirma que o racismo carrega séculos de humilhação e que, quando parte de um líder mundial, torna-se uma autorização para a violência.
O pastor afirma que a linguagem que desqualifica mulheres e desumaniza estrangeiros não possui qualquer conexão com a espiritualidade cristã.
“Bíblia aberta por fora e coração fechado por dentro é o que jesus chamaria de sepulcro caiado”, desabafou o religioso ao analisar o uso político da fé na Casa Branca.
O ex-secretário de Assistência Social de São Paulo, disse que o perigo reside na normalização do inaceitável. Ele afirma que a democracia morre quando a sociedade perde a capacidade de sentir a dor do outro.
Carlos Bezerra Junior ressalta que não fala por ideologia partidária, mas por acreditar em um limite inegociável da dignidade humana. Ele sinaliza ainda que o que ocorre nos Estados Unidos costuma ser replicado no Brasil, o que exige um alerta dobrado das lideranças locais.
Ao questionar a base cristã que apoia tais atitudes, o pastor afirma que, se a fé ensina a rir da humilhação alheia, ela deixou de ser Evangelho para se tornar um projeto de poder.
Bezerra Junior destaca que o Deus revelado em Cristo não transforma rostos em caricaturas. Ele reforça que nenhuma nação se torna grande tratando seres humanos como bichos e finaliza afirmando que o cristianismo verdadeiro deve enxergar Cristo naqueles que estão sendo feridos.
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