O pastor presbiteriano e teólogo Caio Modesto, conhecido por sua expressiva audiência nas redes sociais, gerou grande repercussão ao tecer críticas contundentes à Marcha para Jesus.
Em um desabafo que questiona a essência do evento, o teólogo afirmou que a Marcha estaria longe de ser um ato de adoração cristã, aproximando-se, na verdade, de um grande festival de entretenimento.
Crítica doutrinária e institucional
Modesto embasou seu posicionamento em um documento produzido pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) em 2006, que desaconselha a participação de seus membros no evento. Segundo o pastor, a Marcha carrega quatro pilares teológicos problemáticos:
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Teologia da Prosperidade;
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Confissão Positiva;
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Batalha Espiritual (incluindo a doutrina de espíritos territoriais);
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Teologia Triunfalista.
O pastor questionou diretamente a relevância da Marcha, perguntando aos seguidores se um evento sustentado pelas doutrinas de Estevam e Sônia Hernandes — alvos frequentes de suas críticas rituais próprios, como a “Santa Ceia das Primícias”, — poderia realmente acrescentar algo ao Evangelho bíblico.
“Cópia do Rock in Rio”
Para Caio Modesto, a Marcha para Jesus falha em sua missão de levar as pessoas ao arrependimento. “A Marcha para Jesus é muito mais um festival de entretenimento do que o chamado ao compromisso sério com o Evangelho”, pontuou. O teólogo comparou a estrutura do evento a um show secular, afirmando que a busca pela euforia e pela “bandana do cantor favorito” substitui a adoração genuína.
Ele enfatizou que, se a Marcha fosse um instrumento eficaz de transformação social e espiritual, o cenário do Brasil seria diferente. “Se realmente essa utopia estivesse dando certo, nosso país estaria dessa maneira?”, questionou, convidando os fiéis a trocarem a participação no evento pelo evangelismo e discipulado prático.
O desabafo de Modesto reforça a linha de pensamento de setores reformados que buscam demarcar distanciamento das práticas e teologias comuns a grande parte do movimento neopentecostal no Brasil.
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