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“Cópia do Rock in Rio”: Pastor Caio Modesto critica duramente a Marcha para Jesus

Pastor argumenta que evento se distanciou do compromisso bíblico e se tornou uma festa focada em prosperidade e entretenimento

Por Caio Rangel • Publicado em 09/06/2026 às 09h13
Caio Modesto fala ao microfone durante gravação de conteúdo em estúdio, com estante de livros ao fundo
Caio Modesto durante gravação de conteúdo em formato de podcast ou transmissão online. (Foto: Reprodução)

O pastor presbiteriano e teólogo Caio Modesto, conhecido por sua expressiva audiência nas redes sociais, gerou grande repercussão ao tecer críticas contundentes à Marcha para Jesus.

Em um desabafo que questiona a essência do evento, o teólogo afirmou que a Marcha estaria longe de ser um ato de adoração cristã, aproximando-se, na verdade, de um grande festival de entretenimento.

Crítica doutrinária e institucional

Modesto embasou seu posicionamento em um documento produzido pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) em 2006, que desaconselha a participação de seus membros no evento. Segundo o pastor, a Marcha carrega quatro pilares teológicos problemáticos:

  1. Teologia da Prosperidade;

  2. Confissão Positiva;

  3. Batalha Espiritual (incluindo a doutrina de espíritos territoriais);

  4. Teologia Triunfalista.

O pastor questionou diretamente a relevância da Marcha, perguntando aos seguidores se um evento sustentado pelas doutrinas de Estevam e Sônia Hernandes — alvos frequentes de suas críticas rituais próprios, como a “Santa Ceia das Primícias”, — poderia realmente acrescentar algo ao Evangelho bíblico.

“Cópia do Rock in Rio”

Para Caio Modesto, a Marcha para Jesus falha em sua missão de levar as pessoas ao arrependimento. “A Marcha para Jesus é muito mais um festival de entretenimento do que o chamado ao compromisso sério com o Evangelho”, pontuou. O teólogo comparou a estrutura do evento a um show secular, afirmando que a busca pela euforia e pela “bandana do cantor favorito” substitui a adoração genuína.

Ele enfatizou que, se a Marcha fosse um instrumento eficaz de transformação social e espiritual, o cenário do Brasil seria diferente. “Se realmente essa utopia estivesse dando certo, nosso país estaria dessa maneira?”, questionou, convidando os fiéis a trocarem a participação no evento pelo evangelismo e discipulado prático.

O desabafo de Modesto reforça a linha de pensamento de setores reformados que buscam demarcar distanciamento das práticas e teologias comuns a grande parte do movimento neopentecostal no Brasil.

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