SÃO PAULO (SP) — O nome de David Miranda Neto tornou-se o epicentro de uma das maiores discussões institucionais da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA) em 2026.
Neto do lendário fundador da denominação, David tem liderado o movimento “Regenere”, uma iniciativa que busca atrair o público jovem, mas que tem sido interpretada pela ala “raiz” da igreja como uma ameaça à identidade construída ao longo de mais de seis décadas.
O Desabafo: “Poderia ter sido mais fácil”
Em participação recente em um podcast, David Miranda Neto abriu o coração sobre o peso de tentar modernizar uma estrutura considerada rígida.
Ele revelou que a ideia de abrir um Regenere na Avenida Paulista em 2022 chegou a ser uma possibilidade real e, do ponto de vista estratégico, muito mais simples. “Tudo poderia ter sido mais fácil se tivesse aberto uma igreja própria… possivelmente já teria reunido milhares de membros”, afirmou o líder, indicando a frustração com os obstáculos internos na IPDA.
Confronto de Usos e Costumes
A tensão reside na defesa de David por uma revisão nos históricos “usos e costumes” da denominação. Ele argumenta que muitos pontos da doutrina interna da IPDA são culturais e não possuem base bíblica sólida.
Para os conservadores, no entanto, mexer nessas regras é desonrar o legado do Missionário David Miranda. O Regenere é visto por esses membros como uma “igreja paralela” que ameaça fragmentar o pertencimento dos fiéis.
Apesar das críticas e da sensação de esforço sem resultados imediatos, David Neto reforçou que sua permanência na IPDA é fruto de uma direção de Deus para promover a transformação a partir de dentro.
O cenário aponta para uma encruzilhada geracional: ou a Deus é Amor se adapta à nova linguagem proposta pelo Regenere, ou corre o risco de sofrer uma cisão histórica que pode redefinir o futuro da família Miranda no comando do ministério.
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