SÃO PAULO (SP) — O pastor e diretor Davi Miranda Neto, figura central na reestruturação da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), sinaliza que a denominação passa por um momento de profunda autoanálise.
Ao responder questionamentos de fiéis nas redes sociais, Davi deixou claro que não há qualquer intenção de alterar os pilares doutrinários da fé cristã. Para o diretor, os fundamentos bíblicos permanecem inegociáveis.
No entanto, ele sustenta que linguagem, liturgia e costumes visíveis não são estáticos e precisam acompanhar as transformações culturais ao longo do tempo.
O pastor explicou que mudanças recentes — como flexibilizações relacionadas a vestuário, aparência pessoal e estilo de culto — não surgem por ruptura ideológica, mas por avaliação prática.
Em sua visão, quando determinados modelos deixam de cumprir sua função evangelística, tornam-se passíveis de revisão.
Fundada há quase sete décadas, a Igreja Deus é Amor construiu sua identidade marcada por normas rígidas de comportamento externo. Contudo, Davi Miranda Neto questiona se práticas que funcionaram no passado continuam eficazes para alcançar novas gerações em pleno século XXI.
Para ele, existe uma diferença clara entre essência espiritual e costume institucional. O que realmente importa, segundo o líder, é se a igreja está conseguindo cumprir seu chamado de alcançar vidas, formar discípulos e permanecer relevante em um cenário religioso cada vez mais plural e dinâmico.
Reformar sem perder a identidade
Davi afirmou que seu papel na liderança não é promover mudanças aleatórias, mas conduzir um processo responsável de adaptação. A proposta, segundo ele, é preservar o conteúdo da mensagem enquanto se atualiza a forma como ela é comunicada.
O dirigente reforçou que a diretoria da IPDA está atenta às transformações sociais e culturais do país, buscando tornar a denominação mais acolhedora e acessível, sem abrir mão de sua identidade espiritual histórica.
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