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Lamartine Posella vê “retaliação do inferno” em raio que atingiu caminhada Acorda Brasil

Líder religioso defende que descarga elétrica que feriu 11 manifestantes foi reação do "reino das trevas"

Por Caio Rangel • Publicado em 26/01/2026 às 11h55
Pastor Lamartine Posella falando em vídeo com expressão séria durante pronunciamento gravado em ambiente interno.
Pastor Lamartine Posella durante vídeo publicado nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Internet)

SÃO PAULO (SP) — O pastor Lamartine Posella utilizou suas redes sociais para oferecer uma interpretação espiritual ao incidente ocorrido durante a caminhada “Acorda Brasil”, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira. Posella disse que o raio que atingiu 11 manifestantes em Brasília não foi apenas um evento meteorológico, mas uma “retaliação” oriunda de uma intensa batalha espiritual.

“Discernimento espiritual e retaliação”

Posella afirma que, para quem olha com olhos naturais, o fato pode parecer apenas climático, mas quem possui discernimento entende que o “Reino das Trevas” foi confrontado. O pastor esclareceu que o clamor e o arrependimento do povo pela nação incomodaram estruturas espirituais do mal. “Toda vez que um povo se levanta em oração, algo acontece no mundo espiritual”, dispara o líder religioso.

O pastor fez um paralelo com o evento “The Send” em 2020, quando uma tempestade histórica atingiu São Paulo após a mobilização cristã. Para Posella, a descarga elétrica na caminhada atual revela que o inferno reagiu ao posicionamento da igreja, mas afirma que Deus continua no controle e se agradou da humilhação do povo diante d’Ele.

Convocação para o avanço

Em sua fala, Posella incentiva Nikolas Ferreira e os manifestantes a não recuarem diante do ocorrido. Ele sinaliza que este é o momento de avançar em jejum e proclamação da Palavra, pois “nenhuma retaliação é maior do que o poder da cruz”.

A declaração de Lamartine Posella reforça a narrativa da “Guerra Espiritual” que permeia a direita conservadora brasileira. Ao interpretar fenômenos naturais como eventos sobrenaturais ligados à política, lideranças religiosas consolidam a identidade de seus seguidores como “guerreiros” em uma luta que transcende o voto, uma luta do “bem contra o mal”. Esse discurso atua como um poderoso catalisador de engajamento, transformando acidentes ou adversidades em provas de que o movimento está “no caminho certo” e incomodando oponentes espirituais e, por extensão, políticos.

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