Meses após anunciar publicamente seu afastamento do ministério pastoral, o pastor Paulo Júnior, fundador da Igreja Aliança do Calvário, está vivendo uma nova fase de recomeço pessoal e espiritual.
Segundo informações apuradas pelo O Fuxico Gospel com pessoas próximas à família, o pastor mora atualmente em Goiânia, onde tem se dedicado à vida familiar e à recuperação emocional. Ele estaria frequentando uma igreja batista local como membro, sem exercer funções de liderança ou pregação.
O afastamento ocorreu em março de 2025, quando Paulo Júnior publicou um vídeo em que reconheceu falhas pessoais e espirituais e afirmou que não continuaria pastoreando a igreja que fundou em Franca (SP). No pronunciamento, ele declarou que precisava de tempo para “ressignificar a vida”, se reaproximar da família e buscar amadurecimento pessoal e espiritual.
Nova liderança na Aliança do Calvário
Desde o dia 13 de agosto de 2025, a Igreja Aliança do Calvário e a Sociedade Missionária Defesa do Evangelho — ambas fundadas por Paulo Júnior — estão sob nova direção.
O novo presidente é o pastor Wisner Rodrigo Cunha, que também assumiu a coordenação da entidade missionária ligada ao ministério.
Fontes confirmam que Paulo Júnior não tem retornado a Franca desde o afastamento e não participa das atividades da igreja.
Rotina atual em Goiânia
De acordo com relatos, o pastor vive com a esposa, Susana, e os filhos na casa dos pais dela, em Goiânia. A família estaria estabelecida na cidade e, até o momento, não há planos oficiais para retorno ao ministério.
Nos últimos meses, ele tem se mantido afastado das redes sociais, sem novas postagens no canal Defesa do Evangelho, que por muitos anos foi um dos mais influentes da teologia reformada no país.
Apesar da ausência pública, seguidores e fiéis continuam acompanhando o caso, e muitos demonstram esperança de que o pastor retome futuramente o ministério de pregação, seja de forma presencial ou online.
Um novo tempo
Embora ainda não haja confirmação oficial sobre novos projetos, pessoas próximas relatam que Paulo Júnior pretende se concentrar nos estudos teológicos e no fortalecimento pessoal antes de considerar qualquer retorno.
Entre pastores e fiéis, há uma percepção de que o pregador ainda mantém grande influência e poder de comunicação, reconhecido pela oratória e pela defesa de princípios reformados.
Mesmo recluso, seu nome continua sendo um dos mais comentados entre os líderes evangélicos da nova geração, que citam o episódio como um exemplo de autocrítica e busca por restauração pessoal dentro do meio religioso.