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Malafaia dispara contra Lula e acusa campanha de tentar instigar guerra religiosa

Pastor utilizou suas plataformas para repudiar veementemente o uso político de notícias falsas na reta final da campanha

Por Caio Rangel • Publicado em 30/09/2026 às 10h33 • Atualizado em 30/09/2026 às 10h33
Pastor Silas Malafaia em vídeo que evita criticar Donald Trump - @Reprodução
Pastor Silas Malafaia em vídeo que evita criticar Donald Trump - @Reprodução

RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVC), elevou o tom de suas críticas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma manifestação veiculada nas redes sociais.

A indignação do religioso foi motivada pela ampla circulação de uma notícia falsa que tenta associar o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta e antiga intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título oficial de Padroeira do Brasil. O boato em questão resgata uma proposta legislativa protocolada no ano de 2007 por outro parlamentar e arquivada em 2008.

Acusações de desespero político e tentativa de ruptura interconfessional

No pronunciamento, Malafaia classificou a estratégia como uma manobra ardilosa e desesperada da campanha governista para tentar minar o apoio a Flávio Bolsonaro na reta final do pleito, utilizando temas religiosos sensíveis para fraturar a convivência harmônica entre diferentes credos.

“O que estamos assistindo nessa campanha eleitoral é inadmissível. O desespero de Lula e seus aliados usando uma fake news grave para atacar Flávio Bolsonaro e promover uma coisa seriíssima que é guerra religiosa”, declarou o pastor.

O líder pentecostal sublinhou que as comunidades evangélicas e católicas mantêm uma convivência pacífica no país e repudiou a tentativa de responsabilizar lideranças religiosas por pautas inexistentes de intolerância.

“Um canalha promove uma fake news como se fosse agora um episódio de vinte anos atrás, querendo insinuar que nós, líderes evangélicos junto de Flávio Bolsonaro, vamos cancelar o culto a Nossa Senhora. Isso é uma vergonha. Isso é um absurdo”, acrescentou.

Críticas ao judiciário, à imprensa e convocação ao eleitorado em 2026

As declarações de Malafaia ecoam fortemente no cenário político nacional, somando-se a manifestações de outros líderes do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB).

Além de atacar diretamente a postura de Lula, o pastor questionou a inércia de órgãos de imprensa diante da disseminação de conteúdos desinformativos e criticou decisões judiciais recentes de tribunais superiores que permitiram a manutenção de publicações questionadas.

“Nós temos paz no país, a paz entre católicos e evangélicos. E o cara usa uma coisa grave pra tentar promover guerra religiosa. É inadmissível”, concluiu Malafaia, conclamando o eleitorado a rejeitar a desinformação nas urnas.

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