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Malafaia ironiza Gilmar Mendes: “Se tornou o maior cabo eleitoral de Zema”

Líder da ADVEC utiliza crescimento explosivo de Zema nas redes para atacar o ativismo judicial

Por Caio Rangel • Publicado em 24/04/2026 às 11h11
Pastor Silas Malafaia e ministro Gilmar Mendes em imagens separadas, em retratos distintos.
Silas Malafaia e Gilmar Mendes em registros distintos. (Foto: Reprodução)

RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor Silas Malafaia voltou a utilizar sua influência digital para disparar críticas contundentes contra a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Desta vez, o alvo foi o ministro Gilmar Mendes, após o embate direto deste com o presidenciável Romeu Zema (Novo). Para Malafaia, a tentativa do decano de incluir Zema no inquérito das fake news não apenas falhou em intimidar o político, como o catapultou ao posto de principal nome da direita para 2026.

O “Efeito Zema” nas Redes

Dados recentes mostram que a popularidade digital de Romeu Zema saltou 192% após ser alvo de Gilmar Mendes. Malafaia aproveitou os números para ironizar a situação, chamando o ministro de “o maior cabo eleitoral de Zema”.

Segundo o pastor, a estratégia de explorar a indisposição do eleitor com a Suprema Corte provou ser eficaz, transformando críticas em capital político e confiança entre os eleitores de direita.

Cobrança de Coerência e “Deboche”

Malafaia também tocou em uma ferida aberta: a recente gafe de Gilmar Mendes em uma entrevista, onde comparou homossexuais a criminosos (fato pelo qual o ministro já pediu desculpas).

O pastor questionou o silêncio de grupos ativistas e da imprensa. “Se fosse um pastor, o mundo desabaria com MPF, Globo e imprensa em geral”, disparou, defendendo que ministros são passíveis de críticas, elogios e até deboche dentro de uma democracia.

A análise de Malafaia reforça a percepção de que o confronto direto com o STF tornou-se um ativo eleitoral valioso. Enquanto Zema lidera as menções positivas e vê o sentimento de medo diminuir em sua base, o Judiciário enfrenta o desafio de lidar com críticas que agora geram votos.

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