RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADAVC), manifestou-se de forma enérgica nas redes sociais nesta quarta-feira (14), para criticar o teor da carta aberta divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com foco no eleitorado evangélico.
Na gravação, o religioso comparou o documento atual com mensagens veiculadas pelo petista em pleitos passados, acusando-o de adotar um discurso oportunista para angariar votos na reta final do segundo turno.
Comparação de documentos, pautas morais e acusações de hipocrisia
Durante o vídeo, Malafaia exibiu trechos de correspondências anteriores e falas atribuídas ao chefe do Executivo, contrapondo promessas recentes de respeito à família e à fé com declarações passadas do mandatário.
Para o pastor, a estratégia da campanha governista desconsidera a inteligência da comunidade cristã brasileira ao tentar suavizar posições históricas da esquerda sobre temas sensíveis.
“Lula debocha do povo evangélico. Ele tá pensando que nós somos idiotas?”, questionou o pastor logo na abertura do pronunciamento.
Na sequência, o líder religioso destacou divergências em torno da pauta do aborto e da proteção aos valores familiares, exibindo registros em vídeo nos quais argumenta que o governo federal e seus aliados mantêm posturas contrárias aos princípios defendidos pelos templos evangélicos.
Apelo direto ao eleitorado e rejeição à reeleição
O pastor também criticou o que classificou como tentativas de manipulação religiosa e acusações de que o atual governo estaria promovendo divisões entre as comunidades católicas e protestantes do país.
Utilizando versículos e referências bíblicas ao longo de sua argumentação, Malafaia encerrou a transmissão fazendo um apelo contundente para que os fiéis desconsiderem as diretrizes da carta presidencial nas urnas.
“Acorda, povo evangélico, acorda, povo cristão, fora Lula”, declarou o líder religioso, somando-se à intensa mobilização de lideranças conservadoras que atuam ativamente na polarização política do segundo turno de 2026.
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