MANAUS (AM) — Uma declaração do pastor e conferencista Elias Gomes, feita durante sua participação no VirouPodCast, tem movimentado as redes sociais.
O religioso descreveu o método que utiliza para receber revelações durante ministradores proféticas, mencionando a mistura de elementos físicos para acessar informações sobre a vida dos fiéis.
Gomes afirmou que o acesso à identidade, nomes e situações específicas das pessoas ocorre quando ele coleta as lágrimas dos fiéis e as une ao seu próprio suor.
Segundo o pastor, essa interação física seria o catalisador que transforma a dor do indivíduo em “revelação”. A fala foi recebida com ressalvas por parte dos internautas, que apontaram a prática como antibíblica e caracterizada pelo misticismo, distanciando-se do ensino cristão tradicional.
Ao abordar as recorrentes críticas que recebe, Elias Gomes minimizou o impacto dos questionamentos, tratando-os como parte inerente do exercício do ministério profético. Ele argumentou que a resistência a atos de revelação, como a identificação de nomes e documentos, seria comum ao segmento desde gerações anteriores.
Para o conferencista, os pastores atuais deveriam expressar gratidão aos líderes do passado, que teriam “apanhado muito” para garantir a liberdade de atuação existente hoje nas redes sociais.
O episódio reacende a discussão sobre os limites da liturgia e do comportamento de conferencistas no cenário gospel contemporâneo. O pastor sustenta que a exposição pública de revelações é uma evolução de um ministério que, anteriormente, encontrava barreiras maiores para se manifestar. Até o momento, o religioso mantém a defesa de sua conduta, ignorando as acusações de que estaria promovendo práticas estranhas ao dogma evangélico.
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