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Um ano sem Rina: como a morte do líder mudou a Bola de Neve

Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, o Apóstolo Rina, morreu em 17 de novembro de 2024 após queda de moto na Rodovia Dom Pedro I, em Campinas (SP). Um ano depois, fiéis, líderes e especialistas avaliam o legado deixado e o futuro da igreja.

Por Izael Nascimento • Publicado em 17/11/2025 às 08h07 • Atualizado em 17/11/2025 às 08h21
Apostolo Rina, fundador da Igreja Bola de Neve
Apostolo Rina, fundador da Igreja Bola de Neve

No dia 17 de novembro de 2024, a igreja evangélica brasileira foi abalada pela notícia da morte de Apóstolo Rina. Fundador da Bola de Neve em 1999, em São Paulo, ele tinha 52 anos na data do falecimento.

A ocorrência se deu em um acidente de moto na Rodovia Dom Pedro I (SP-065), km 131, em Campinas, interior de São Paulo, por volta das 16h04, segundo a concessionária Rota das Bandeiras. Não houve envolvimento de outro veículo, conforme registros oficiais.

Rina era conhecido por uma linguagem voltada à juventude, uso de cultura de surf e skate nas igrejas, e pela expansão da denominação: centenas de unidades espalhadas pelo Brasil. Sua trajetória chegou a incluir afastamento provisório em 2024 após denúncias de violência doméstica por parte de sua ex-esposa, situação reconhecida pela igreja.

Para o pesquisador de religiões urbanas, teólogo Lucas Brandão, o legado de Rina ultrapassou o papel pastoral. “Ele trouxe um modelo de igreja com estética jovem, cultura de ação e comunicação direta. A falta dele não encerra sua obra; mostra que a ideia era maior do que a pessoa”, analisa.

Durante cultos realizados neste domingo (16), as congregações da Bola de Neve em São Paulo e outras cidades dedicaram momentos à lembrança do fundador. Um pastor local comentou: “Sentimos sua ausência, mas vemos que ele formou uma base forte que resiste à perda”.

Membros da igreja relataram saudade, inspiração e decisão de continuidade. A fiél Danielle Moura disse: “Quando penso no apóstolo, vejo como ele falava com cada pessoa. Hoje sentimos isso como legado e não apenas como liderança”.

Com a morte de uma figura central, a sucessão e a manutenção institucional ganharam nova urgência. A pesquisadora Marina Campos lembra que “igrejas com liderança muito personalizada enfrentam desafios quando o líder parte. Mas a Bola de Neve mostrou sinais de estrutura antes da saída”. Segundo relatos, o conselho pastoral já vinha atuando de forma compartilhada antes do falecimento.

A memória de Rinaldo Luiz de Seixas Pereira segue viva entre os que o consideravam não só pastor, mas símbolo de renovação do evangelicalismo no país.



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