BRASIL — O pastor Osiel Gomes emitiu um alerta contundente sobre a postura da mulher cristã diante da violência doméstica.
Em uma fala que quebra o ciclo de silêncio comum em ambientes religiosos conservadores, o pregador afirmou que agressões físicas perpetradas por maridos não devem ser combatidas apenas com oração, mas com denúncia às autoridades competentes.
Denúncia sobre a espiritualização da violência
Gomes foi direto ao ponto: “O marido que espanca a esposa não é oração dela. Não é tratamento, é denúncia”, disparou. O pastor criticou a tendência de “espiritualizar” crimes de agressão, reforçando que a proteção da vida e da integridade física é uma prioridade que precede a manutenção formal de um lar abusivo. Para ele, a igreja não pode servir de escudo para agressores.
Crítica ao interesse financeiro e omissão
O líder religioso também direcionou palavras duras às mulheres que, por conveniência financeira ou medo de perder o padrão de vida, aceitam comportamentos abusivos dos cônjuges.
“Tem irmã que, para não perder a posição ou porque o marido trabalha e ela não quer, faz vista grossa mesmo sabendo que ele não vale nada”, pontuou Osiel. Ele utilizou novamente a referência bíblica à “mulher de Ló” para ilustrar a paralisia de quem se recusa a agir diante da destruição iminente.
A declaração de Osiel Gomes repercute positivamente entre órgãos de proteção à mulher e grupos de apoio feminino dentro do segmento gospel.
Em 2026, a pressão para que lideranças religiosas se posicionem contra o feminicídio e a violência doméstica tem crescido, e a fala de Osiel sinaliza que a “estátua” do silêncio nas congregações está sendo derrubada.
Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br